Agentes de Polícia trabalham disfarçadamente nas redes sociais
Documento oficial revela que policiais e outros agentes da lei trabalham disfarçadamente nas redes sociais em busca de informações sobre suspeitos.
Eis uma boa razão para tomar cuidado com o que você publica no Facebook: agentes federais dos EUA podem estar de olho.
Um documento interno do Departamento de Justiça dos EUA, obtido pela Electronic Frontier Foundation (EFF), mostra que agentes federais têm participado de redes sociais sob pretexto de combater crimes.
De acordo com a apresentação de 33 páginas, que foi obtida pela EFF na Justiça com base na lei americana de liberdade de informação, agentes federais podem usar sites de redes sociais para garimpar informações de e sobre suspeitos.
O documento apresenta brevemente quatro sites de rede social (Facebook, MySpace, Twitter e LinkedIn) e como se pode obter informação deles. O Facebook, por exemplo, “coopera com frequencia em solicitações de emergência”, enquanto o Twitter “não conserva dados sem um processo legal”. O LinkedIn pode ser usado para “identificar especialistas”, mesmo considerando que “seu uso para comunicações criminosas pareça limitado”.
O trabalho sob disfarçe tem existido há tempos, mas há limites para os disfarçes utilizados no mundo real que não existem no mundo online.
Como ressaltou a Associated Press, no mundo real um agente não seria capaz de se passar por seu melhor amigo, esposa ou parente - mas, online, ele pode.
Por outro lado, o fato de que os governos começam a levar as redes sociais a sério poderia trabalhar a seu favor - afinal, há pelo menos um caso em que acusações foram retiradas por causa de uma atualização de status do Facebook.
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