.  José Milagre

José Milagre
José Milagre Analista de TI, Professor e Advogado

CEO da LegalTech. ITIL Foundation Certificate in IT Service Management. Advogado e Analista de Tecnologia da Informação. MBA em Gestão de TI, Especialização em Direito Eletrônico, VP da Associação Brasileira de Forense Computacional. Professor da Pós em Segurança da Informação do SENAC-Sorocaba, da Pós em Direito Eletrônico da Unigran-Ms. Professor da Pós em Computação Forense da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Caso Vinicius K-max: Nos querem todos iguais?

O caso envolvendo a suposta quebra de sigilo de usuários do Speedy e o hacker Vinícius Camacho (K-max) reascendeu a discussão sobre a postura ética de profissionais de segurança. Até que ponto devemos acreditar que se notificarmos uma falha não seremos perseguidos ou sofreremos um processo criminal?

Proponho esta discussão aos meus Leitores: O que fazer um com uma falha de segurança descoberta? A notificação judicial seria uma saída para deixar claro as boas intenções do hacker? As provas de conceito já não são vistas com bons olhos?

Sabe-se que a sociedade não está madura para discernir que nem todo o profissional de segurança, que realiza testes de intrusão, é uma pessoa nefasta e neste cenário, corre-se o risco evidente de tais profissionais terem contra si a ações judiciais propostas sem o menor fundamento.

Ao punir inocentes, a sociedade está fomentando os crimes eletrônicos? Nos querem todos iguais, pois como diria o músico, “Assim é bem mais fácil nos controlar”?

Fica a reflexão sobre o tema e sugiro um debate.

Não vou usar este espaço para explicar o caso envolvendo a Telefônica e o hacker K-max, mas quem tiver interesse em se informar, pode acessar o resumo neste site: http://freekmax.org/blog/?p=8

Um abraço

José Milagre
http://www.twitter.com/periciadigital

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Um comentário para “Caso Vinicius K-max: Nos querem todos iguais?”

  1. André Navarro disse:

    Acredito que os profissionais de segurança devem estar bem embasados para fazerem esse tipo de descobertas. Sabemos que os hackers podem utilizar de sua inteligência para ajudar a empresas as descobrirem falhas, mas esses são poucos, esses, que ainda possuem consciência, deveriam receber medalhas, mas infelizmente não podemos ter a certeza que eles não serão processados, etc. Acredito que com o aumento do uso de computadores e tecnologia em geral, a OAB deveria criar uma área especializada nisso pois a cada dia esse tipo de manchete será cada vez mais vista em jornais e revistas.

    Acredito no órgão da OAB. Além de serem sérios, pelo menos, pouco se ouve escândalos envolvendo-os, eles possuem uma credibilidade praticamente incontestável.

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