Quanto vale uma falha de segurança na urna eletrônica brasileira?
Nunca antes na história deste país, ao menos no que temos notícia, um ente público quebrou o gelo e expôs publicamente ainda que de forma indireta, o reconhecimento aos conhecimentos dos hackers brasileiros, adquiridos fora dos almofadados bancos acadêmicos das famosas faculdades de informática.
Algo a princípio utópico na área de segurança, que normalmente conta com profissionais sempre desconfiados e que nasceram com o chip do “desvie-se do risco”, aconteceu. Uma chamada pública feita pelo TSE para que hackers ou afins tentassem descobrir falhas de segurança na urna eletrônica de votação, e demais ativos que com ela se integram.
Não se quer aqui desmerecer a iniciativa interessante e pioneira do TSE, aliás dá um passo a frente de muitos Security Officers e CSOs de órgãos públicos que tem certeza que são Deuses e que gastam mais tempo contingenciando as fraudes dos “mequetrefes” da esquina do que reconhecendo suas habilidades e gerenciando riscos de forma pró-ativa. Os “tapa buracos”.
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20 de setembro de 2009 às 0:50
A questão, que acho que nunca foi colocada é que agora, com as urnas eletrônicas nosso voto deixou de ser secreto. Esse é o maior problema. Todo analista de sistema sabe que quando o mesário coloca seu numero do título de eleitor e você vota, lógico que aquele voto fica associado ao título previamente digitado, só um ingênuo não sabe disso. Eu só acreditarei que o nosso voto seja secreto se eu for na urna sem que ele digite nada antes ou depois de eu votar. Quanto a questão da criptografia, só precisa ter dinheiro e conhecer a pessoa certa para alterar qualquer tipo de valores. Até a votação no Senado da República é manipulada. Nós vivemos no Brasil, nosso governo não crédito em nada, tudo é manipulável.