.  José Milagre

José Milagre
José Milagre Analista de TI, Professor e Advogado

CEO da LegalTech. ITIL Foundation Certificate in IT Service Management. Advogado e Analista de Tecnologia da Informação. MBA em Gestão de TI, Especialização em Direito Eletrônico, VP da Associação Brasileira de Forense Computacional. Professor da Pós em Segurança da Informação do SENAC-Sorocaba, da Pós em Direito Eletrônico da Unigran-Ms. Professor da Pós em Computação Forense da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Arquivo da Categoria ‘Questão de Gestão’

Ti verde: Saiba tudo sobre “Compras Sustentáveis”

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A consciência de que as compras Estaduais são meios eficazes para a promoção do desenvolvimento sustentável passa a existir nos Governos Estaduais Brasileiros. Segundo o Ministério do Planejamento, o mercado governamental brasileiro representa 15% do PIB do País, razão pela qual resta evidenciado que compras públicas podem ser entendidas como a “chave” para diversos controles, dentre eles, o controle “Ambiental”.

São Paulo expediu o Decreto Estadual 53.336 de 20 de agosto de 2008. A norma em questão institui o chamado “Programa Estadual de Contratações Públicas Sustentáveis” e aplica-se tanto à Administração Pública Direta como Indireta. A brilhante iniciativa é realidade na maioria dos Estados Brasileiros que já iniciaram reflexões ou expediram decretos visando a obrigatoriedade de critérios verdes nas contratações públicas.

A Bahia, por exemplo, por meio da Secretaria da Administração do Estado, já prioriza produtos recicláveis como papel A4. 316 mil resmas de papel A4 reciclado representa a preservação de 15 mil árvores, com economia de 400 mil litros de água.

Mas porque empresas precisam ficar atentas? Simples, como já haviamos anunciado, ser “verde” deixou de ser “luxo” e passa a ser requisito fundamental para contratar com o Governo. A empresa pode até ganhar no “preço” ou “técnica”, mas poderá se dar mal nos itens da sustentabilidade e se desclassificar constantemente. Ainda, com as exigências ambientais, pode-se prever situações envolvendo produtos ou serviços que só possam ser oferecidos por determinadas empresas que já saíram na frente no critério “Verde”, caso em que a Lei 8666/1993 prevê a inexigibilidade de certame licitatório.

Para o funcionalismo público o risco é elavado, pois qualquer contratação sem o estabelecimento de requisitos claros no aspecto ambiental ou na existência de competidor com melhores condições em critérios sócio-ambientais, pode ensejar a nulidade do certame, sem prejuízo da autuação pelo Tribunal de Contas, não se olvidando ainda de eventual responsabilização por “Crime contra a Adminsitração Pública”.

Segundo o precitado Decreto Paulista, o Programa de Contratações Públicas Sustentáveis tem por finalidade implantar, promover e articular ações que visem a inserir critérios sócio-ambientais, compatíveis com os princípios de desenvolvimento sustentável, nas contratações a serem efetivadas.

Tais critérios estão subdividos nas seguintes categorias (critérios genéricos):

1.    Fomento às políticas sociais;
2.    Valorização da transparência da gestão;
3.    Economia no consumo de água e energia;
4.    Minimização na geração de resíduos;
5.    Racionalização do uso de matérias-primas;
6.    Redução da emissão de poluentes;
7.    Adoção de tecnologias menos agressivas ao meio ambiente;
8.    Utilização de produtos de baixa toxicidade.

A norma, tal como outras de outros Estados, não especifica detalhadamente os requisitos, tampouco, abrangência ou profundidade dos critérios, deixando à cargo da Secretaria de Gestão Pública do Estado a proposição de diretrizes básicas, procedimentos e portarias regulamentadoras para fomentar e padronizar os critérios adotados entre todos os entes da Adminitração Pública. À Secretaria do Meio Ambiente caberá elaborar estudos e prestar assessoria técnica na área ambiental, visando a introdução de critérios sócioambientais nas contratações.

Certamente, no que diz respeito à Tecnologia da Informação (Ti Verde), a Secretaria do Meio Ambeinte deverá solicitar e contar com apoio e ajuda da iniciativa privada e especialistas no setor como SUCESU, Amcham,  Federações e Câmaras de Comércio, no objetivo de trocar impressões realistas sobre justos critérios a serem impostos nas compras envolvendo TIC, considerando as inúmeras métricas existentes para se avaliar a performance ambiental dos serviços e produtos desta natureza.

Texto completo em: http://josemilagre.blogspot.com

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Digital Media Conference 09: Cobertura para o Imasters

terça-feira, 10 de março de 2009

Foi com gratidão que recebemos o convite do CEO da Corpbusiness, Diogo Pastori, para a cobertura e crítica especializada no II Digital Media Conference ´09, considerado uma das principais conferências sobre novas tendências, Interatividade, Convergência e Marketing Digital, onde “o consumidor está no controle”…

Fomos selecionados como “Formação de Opinião em TI e Internet Brasileira”, o que temos a certeza estamos longe de tal locução, tampouco nos interessa o adjetivo.

Seja como for, já atuamos como Chair Person no Brasil e Chicago e será um enorme prazer debater e provocar as “mentes do marketing.com e do m-marketing”, sempre com ética, estratégia e respeito. O pessoal das “métricas” que se cuide.

Acompanharemos o evento e ao final publicaremos o benchmarking resumido com exclusividade no Imasters, a nossa casa. Somos gratos aos que nos indicaram e esperamos cumprir o papel a contento, oferecendo a quem “faz a internet no Brasil”, pontuais informações sobre as últimas técnicas para explorar branding e marketing no embrionário mundo “long tail, 2.0″. Parabenizo a organização do Digital Media Conference, Corpbusiness e Interit, pela excelente qualidade da conferência nacional.

Informações sobre o evento em: http://www.corpbusiness.com.br/evento/digital_media_conference_2/index.html

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Dinheiro para projetos de TI sem ter que devolver!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Exatamente, não se trata de empréstimo mas de uma modalidade denominada “subvenção econômica”, patrocinada pela FINEP, a Financiadora Brasileira de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Neste ano, serão disponibilizados ao todo 450 milhões de reais para o desenvolvimento de produtos, serviços e processos em áreas estratégicas, dentre as quais se encontra a Tecnologia da Informação. Os projetos serão recebidos até as 18:00 hs do dia 27/03/2009.

Ao contrário do que muitos pensam, não é difícil obter um financiamento na área de TI. Mais do que a inovação do produto do projeto, é preciso saber escrever o dito projeto detalhadamente, um trabalho técnico e legal destinado ao atendimento dos requisitos governamentais e normativos. As empresas da ti não conseguem aprovação porque normalmente são dotadas da “incrível vontade de sair fazendo”, o que a prejudica em certames desta natureza, e mais um ano passa sem apoio econômico.

Assim, não basta “fazer de qualquer jeito” é preciso detalhar o enquadramento técnico e outros quesitos que crescem nos editais como: a) grau de inovação da proposta, b) impactos ambientais, c) impacto no mercado, d) importância social, e) capacidade técnica dos stakeholders, e principalmente f) viabilidade técnica e financeira do projeto.

O valor mínimo a pleitear é R$ 500.000,00 e o projeto deve estar concluído em 36 meses. E engana-se quem pensa que subvenção econômica é “coisa para peixe grande”. Na verdade, segundo o edital, 40% dos recursos são para empresas de pequeno porte!

O Dinheiro está lá, esperando, agora é preciso apresentar projetos viáveis, ou seja, “Vender o Power Point”. É hora de aproveitar, ou caso contrário, não reclame em um futuro próximo que no Brasil não existem incentivos para a tecnologia, ou que se Bill Gates estivesse aqui, não teria conseguido sequer fundar a Microsoft.

Vá, tire da gaveta o seu “Google” e seja feliz.

Mais informações em: http://www.finep.gov.br//imprensa/noticia.asp?cod_noticia=1759

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Green IT: Seu site é verde ou altamente poluente ?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

“Visando preservar o meio ambiente, a Empresa adotou medidas que tendem a reduzir o impacto ambiental causado por sua existência. Entre as medidas adotadas está a conversão de documentos impressos para o modelo eletrônico e a aquisição de cotas de carbono para equiparar a emissão do gás causado pelos servidores que hospedam este site”

Este “disclaimer” vem se tornando comum nos websites da Web em 2009. No Brasil, ainda poucos sites se estruturam ou conhecem como podem colaborar com a redução da emissão de gazes poluentes.

Mas você deve estar pensando: “Meu Site, poluente?”

Seu site está hospedado em algum lugar, certo ? Ótimo, você então já parou para pensar o quanto sua terceirizada de Hospedagem ou Datacenter consome para te atender ? Quando você exige um SLA de altíssima disponibilidade, já parou para pensar como a Empresa vai se “estruturar” para lhe atender ?

Este é o grande desafio da TI moderna, equacionar Disponibilidade com Sustentabilidade, garantindo um gerenciamento de níveis de serviços coerentes, porém, altamente responsáveis, fornecendo, por meio da Governança, informações transparentes e sólidas sobre os esforços que estão sendo feitos para a minimização de impactos ambientais.

E é neste ponto que começamos a ter lá fora interessantes iniciativas as quais apresento para uma pontual análise por parte dos leitores. Fizemos uma abordagem dos projetos que movimentam o “Mundo Verde da TI” em http://josemilagre.blogspot.com

Aguardamos a sempre válida opinião de nossos leitores.

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Sua Ti é 24×7 ou você é o “cretino do beep”

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Esclarecendo o jogo que fiz no último post. Aliás, dando sentido aos meus amigos e leitores:

Apenas esclarecendo porque não autorizei que ninguém alterasse ou colocasse mais elementos no problema. Não é que NÃO AUTORIZEI, quem sou eu!. Mas isso é o coaching que fazemos com a TI, onde instigamos o perfil gerencial em um caso pronto, onde não cabe dilatação ou restrição do problema, é agir e rápido!

Então valeu por entenderem, e espero dar input em mais “jogos gerencias” como este a vocês (Qual linguagem de programação), caso tenham saco, paciência e interesse é claro!

Na vida prática você é um Gerente tem um contrato pra cumprir com SLA e multinhas orbitando na casa dos 10 pila por quebra de SLA. Conheço prestadores de Ti para grandes bancos e eles tem 1 hora para DESENVOLVER uma solução DELTA!.

Tem noção? 1 hora para desenvolver um sistema de reparação ?! No sábado, domingo, natal, ano novo…

Bom e se não cumprir… Isso entra para a Base que chamamos de “PROBLEM”, e então pisca uma luzinha vermelha na sua tela (GERENTE de TI), para que você JUSTIFIQUE a quebra do SLA….

Se você acobertar seu técnico, mentir, por a culpa na linguagem escolhida, ou não ter adotado solução de “CONTORNO”, MULTA!

Onde esta multa vai ser diluída? No seu contrato ? Talvez, mas o mais comum é o CHEFÃO, chegar e falar… Olha cara, “QUE MERDA É ESSA DE MULTA”, você vai ter que cortar uns caras para compor este custo…

Ai você olha para sua equipe e vê aquele que você não vai com a cara (aquele técnico que é excelente, mas é bocudo, chega atraso, do estilo “dane-se”), um mala, e ganha 1.200 para não tirar o olho da tela , os chamados técnicos de MONITORAÇÃO.

Ai seu chefe fala, não, 1.200 não dá, pode escolher os que ganham 4.000,00 para chutar!

Pronto, você chora! O cara não te fez nada! Vai ter que mandar embora pessoas vitais ao seu negócio, coordenadores e sub-chefes, às vésperas do Natal, pessoas excelentes, mas que caíram a malha corporativa, o que chamamos de “ecossistema do impacto”.

Tudo porque no projeto você GERENTE, não teve peito para selecionar “in casu”, a tecnologia mais ágil e produtiva. Agora você TEM UMA EQUIPE destruída, e quem ficou está com o “c*” na mão, e sabemos que ninguém trabalha bem com pressão.

Resultado, mais quebras de SLA, mais MULTAS!

E no fim… acabando o contrato, a Instituição vai analisar os “dashboards” e não estranhe se sua empresa for descredenciada para o próximo ano. Booom, é o fim!

Daí porque a importância de PENSARMOS, RÁPIDO, SERMOS HONESTOS, e segurarmos as BUCHAS com dignidade! Se o contrato é 24 x 7, você é um cretino se sai pra balada ou compra um BIP, fazendo um “esquema”. É lógico que o cliente nunca vai saber que você não estava no local, mas um dia, que você estiver trêbado, na sexta-feira, dia de implementação de mudanças, a casa cai, o beep toca, você se atrapalha e na segunda…

Complete a frase, e na segunda…

Abraços do Milagre
OBS: Depois falamos sobre o Service Desk, Call Center e Help Desk


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Responda se puder: ASP.NET ou PHP?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tenho conversado com muitas pessoas sobre o assunto, escutado muitas conversas, lido muito a respeito, mas confesso: Não me convenci de nada! Lembro-me muito bem quando o ASP estava em alta, aí veio o PHP e fomos direcionados a buscarmos a nova formação. Sou feliz pela mudança! Agora temos o ASP.NET, que pode ser integrado com linguagem C# e VB.NET. Uma nova dúvida surge para a gestão de projetos!

Então proponho um caso prático e você como GERENTE de TI, me responderá rapidamente, diante da questão formulada, como agiria! (Não vai minimizar esta janela e sair procurando no Google a respeito)

Sabemos que PHP é free, que o Apache é Free, que o Visual Studio é proprietário, que o IIS é Proprietário.

Sabemos que o Mysql é free, sabemos que o SQL Server é proprietário.

Sabemos que existem hosts gratuitos para PHP, mas para ASPX…..

Sabemos que ambas as linguagem são equânimes quando o assunto é Sites web…

Sabemos que ambas permitem integração com Webservices e AJAX (Java Script + XML)

Mas esqueça tudo isto e vamos pensar grande!

Imagine que seu cliente é uma gigante que tem condições (orçamento) de arcar com os custos de uma plataforma proprietária. Ela também deve respeitar normas de qualidade de software e service desk (suporte adequado). Por cuidar de informações críticas, este cliente também deve ter segurança e atualizações constantes da Estrutura para o Sistema (Banco de Dados e Frameworks). Imagine que você é designado pela equipe de gestão de mudanças como gerente de um projeto para construção de um software “as a service”.(Preste atenção não é um site, mas um software de gestão que estará sob a plataforma web). Você tem pouquissimo prazo para entregar o projeto (digamos 30 dias). O projeto vai envolver relatórios financeiros, Grids, GED, EDI e vai suportar o Workflow do Negócio. Você tem a dificil decisão de selecionar qual será a linguagem de programação do projeto, considerando a agilidade para o escopo explicado, e você tem equipes que programam tanto em PHP como ASP. As implementações pós-concepção devem ser feitas em até 7 (sete dias).

Indaga-se: ASP.NET ou PHP?

Como diria meu Professor, o exemplo “é meu” e não acrescentem novos detalhes ou criem situações não explícitas, esqueçam o ROI, SLA, área de atuação do cliente, apenas considerem o porte, o tempo, a natureza do software, as normas que o cliente deve respeitar…

Ah por favor, também não me venham com aquelas historinhas lindas do tipo…

“Linguagem de programação não importa, o que importa é o resultado”

“Ah eu prefiro o notepad”

“Nenhuma das duas! Java é Sox”

“Faço no que o cliente mandar, se ele quiser em COBOL, fazemos”

“Isso não importa, até em Access, VBA ou Excel se pode construir grandes ERPs”

Tais idéias tem lá seus fundamentos, mas neste caso estou propondo uma reflexão para um cenário que pode ocorrer a qualquer momento com vocês, e também tenho a certeza de que possuem experiências práticas e conhecimentos ineressantes a serem compartilhados a respeito desta dúvida cruel!

Vamos lá, responda Rápido!

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Bem-vindo à Cultura de Interfaces!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

desktop, janela, links, texto e agentes.

Este livro tem 10 (dez) anos e consegue ser sensacional ao abordar como a cultura de interface age no comportamento da Humanidade. Tranformar zeros e uns em o que chamo de “camada de abstração”, é e vem sendo maior desafio dos protagonistas da TI Mundial. Diria que é um livro ideal para o primeiro ano da graduação em Ti, eis que teoriza conceitos práticos que conhecemos como “a metáfora da escrivaninha”, igualmente nos contando histórias já conhecidas como a Xerox como pioneira na era “desktop”, desenvolvendo o primeiro ambiente gráfico que se tem notícia. Ver o mouse como nosso “procurador com poderes especiais” e descobrir que a memória visual é maior que a memória textual também são pontos tratados pelo livro de Steve Johnson. A grande moral da história é que um livro escrito em 1997 traz interfaces que hoje ainda estão sendo demonstradas em Macromedia Director ou ainda são protótipos. Imagine o que chamo de “Diretório Semântico”, pastas intelignetes que agregam arquivos de acordo com parâmetros e metados estabelecidos ? Jamais terá que perder horas e horas, movendo arquivos para pastas! Enfim, o tempo passa mas as propostas ainda precisam ser operacionalizadas! Alguém se habilita ?

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