Caso Vinicius K-max: Nos querem todos iguais?
sexta-feira, 4 de setembro de 2009O caso envolvendo a suposta quebra de sigilo de usuários do Speedy e o hacker Vinícius Camacho (K-max) reascendeu a discussão sobre a postura ética de profissionais de segurança. Até que ponto devemos acreditar que se notificarmos uma falha não seremos perseguidos ou sofreremos um processo criminal?
Proponho esta discussão aos meus Leitores: O que fazer um com uma falha de segurança descoberta? A notificação judicial seria uma saída para deixar claro as boas intenções do hacker? As provas de conceito já não são vistas com bons olhos?
Sabe-se que a sociedade não está madura para discernir que nem todo o profissional de segurança, que realiza testes de intrusão, é uma pessoa nefasta e neste cenário, corre-se o risco evidente de tais profissionais terem contra si a ações judiciais propostas sem o menor fundamento.
Ao punir inocentes, a sociedade está fomentando os crimes eletrônicos? Nos querem todos iguais, pois como diria o músico, “Assim é bem mais fácil nos controlar”?
Fica a reflexão sobre o tema e sugiro um debate.
Não vou usar este espaço para explicar o caso envolvendo a Telefônica e o hacker K-max, mas quem tiver interesse em se informar, pode acessar o resumo neste site: http://freekmax.org/blog/?p=8
Um abraço
José Milagre
http://www.twitter.com/periciadigital
