.  José Milagre

José Milagre
José Milagre Analista de TI, Professor e Advogado

CEO da LegalTech. ITIL Foundation Certificate in IT Service Management. Advogado e Analista de Tecnologia da Informação. MBA em Gestão de TI, Especialização em Direito Eletrônico, VP da Associação Brasileira de Forense Computacional. Professor da Pós em Segurança da Informação do SENAC-Sorocaba, da Pós em Direito Eletrônico da Unigran-Ms. Professor da Pós em Computação Forense da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Posts com a Tag ‘Questão de Gestão’

Responda se puder: ASP.NET ou PHP?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tenho conversado com muitas pessoas sobre o assunto, escutado muitas conversas, lido muito a respeito, mas confesso: Não me convenci de nada! Lembro-me muito bem quando o ASP estava em alta, aí veio o PHP e fomos direcionados a buscarmos a nova formação. Sou feliz pela mudança! Agora temos o ASP.NET, que pode ser integrado com linguagem C# e VB.NET. Uma nova dúvida surge para a gestão de projetos!

Então proponho um caso prático e você como GERENTE de TI, me responderá rapidamente, diante da questão formulada, como agiria! (Não vai minimizar esta janela e sair procurando no Google a respeito)

Sabemos que PHP é free, que o Apache é Free, que o Visual Studio é proprietário, que o IIS é Proprietário.

Sabemos que o Mysql é free, sabemos que o SQL Server é proprietário.

Sabemos que existem hosts gratuitos para PHP, mas para ASPX…..

Sabemos que ambas as linguagem são equânimes quando o assunto é Sites web…

Sabemos que ambas permitem integração com Webservices e AJAX (Java Script + XML)

Mas esqueça tudo isto e vamos pensar grande!

Imagine que seu cliente é uma gigante que tem condições (orçamento) de arcar com os custos de uma plataforma proprietária. Ela também deve respeitar normas de qualidade de software e service desk (suporte adequado). Por cuidar de informações críticas, este cliente também deve ter segurança e atualizações constantes da Estrutura para o Sistema (Banco de Dados e Frameworks). Imagine que você é designado pela equipe de gestão de mudanças como gerente de um projeto para construção de um software “as a service”.(Preste atenção não é um site, mas um software de gestão que estará sob a plataforma web). Você tem pouquissimo prazo para entregar o projeto (digamos 30 dias). O projeto vai envolver relatórios financeiros, Grids, GED, EDI e vai suportar o Workflow do Negócio. Você tem a dificil decisão de selecionar qual será a linguagem de programação do projeto, considerando a agilidade para o escopo explicado, e você tem equipes que programam tanto em PHP como ASP. As implementações pós-concepção devem ser feitas em até 7 (sete dias).

Indaga-se: ASP.NET ou PHP?

Como diria meu Professor, o exemplo “é meu” e não acrescentem novos detalhes ou criem situações não explícitas, esqueçam o ROI, SLA, área de atuação do cliente, apenas considerem o porte, o tempo, a natureza do software, as normas que o cliente deve respeitar…

Ah por favor, também não me venham com aquelas historinhas lindas do tipo…

“Linguagem de programação não importa, o que importa é o resultado”

“Ah eu prefiro o notepad”

“Nenhuma das duas! Java é Sox”

“Faço no que o cliente mandar, se ele quiser em COBOL, fazemos”

“Isso não importa, até em Access, VBA ou Excel se pode construir grandes ERPs”

Tais idéias tem lá seus fundamentos, mas neste caso estou propondo uma reflexão para um cenário que pode ocorrer a qualquer momento com vocês, e também tenho a certeza de que possuem experiências práticas e conhecimentos ineressantes a serem compartilhados a respeito desta dúvida cruel!

Vamos lá, responda Rápido!

Aqui vai meu “respeito tecnológico” a Steve Jobs

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Ontem a tarde parei para tomar um café na FNAC da Paulista (já viram que sou movido à cafeína!) quando me deparei com a Obra de Leander Kahney, um livro chamado “A cabeça de Steve Jobs”. Bem, não que eu me interesse pelos acessos de raiva de Jobs ou por conhecer as histórias em que o mesmo demitia funcionários no elevador, tipo -Bom dia, não precisa vir amanhã seu BOSTA! Mas acompanho as matérias de Leander na Wired, principalmente no período de Mountain View, e sempre soube da sua paixão pela Apple, além de ter um perfil apimentado, do qual não abro mão ao selecionar colunistas.

Moral da história, li 33 páginas no Café e me impressionei com algumas situações que mostram que a Gestão Jobs por mais “excentrica” que possa ser, salvou a Apple. Na minha visão quem era para ser Bill Gates era Jobs, não fosse sua “boca aberta”. Sempre achei Jobs mais brilhante, lógico que em dupla com Wozniak!

Um cara antimaterialista, budista, que tentou viver só de maçãs para não ter que tomar banho, mas que sabe o que as pessoas querem, aliás é dele a frase “As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas”. Essa foi a maior verdade que já vi na vida. Eu mesmo comprei o Iphone e agora me pergunto. Por quê?!

Jobs é e sempre foi Foda. O cara saiu da Apple chutado por Sculley (Ex- PEPSI)! Veja como é a vida, foi Jobs que disse uma vez ao mesmo, ao convidar-lhe para integrar a Apple, “Você quer vender água com açúcar (PEPSI) a vida inteira ou fazer história?”

Saiu, montou a Next e pasmem, virou o maior acionista da Disney, comprou a produtora George Lucas (Pixar) e o melhor, vendeu a NeXT para a própria Apple, por quase 430 milhões, e ainda foi convidado a integrar a equipe como conselheiro especial do então CEO Gil Amelio. Quando voltou a Apple, faltavam 6 (seis) meses para a falência, e logo disse que os produtos eram uma BOSTA (sic) porque “Não tinha sexo neles”. Descontinuou dezenas de produtos, inclusive o NEWTON que gerou a revolta de certo púlico amante do handheld! Outra coisa interessante que chama a atenção na gestão do iCEO (como o chamam na empresa) é a estrutura organizacional…

Abaixo de Jobs apenas poucos gerentes e na maior parte, pessoas sem muitas hierarquias (em uma linha), o próprio Jobs não respeita hierarquia. Se tem algo a dizer, vai direto aos engenheiros e programadores (Isso deve estressar a equipe de diretores rs). Bem, seja como for a polêmica gestão de TI de Jobs, o fato é que hoje a empresa tem foco e lucra. A Apple já vendeu 200 milhões de iPods em 2008, sendo que o recordista, a Sony, vendeu 350 milhões de Walkmans em 15 anos. Algo como “respeito tecnológico”. Algo assim: A Apple tem ciência e respeita o mercado corporativo, dominado pela Microsoft, então, a Apple vai investir no Usuário e no Entretenimento. A Apple hoje respeita a Suite Office, pedindo a Gates que desenvolva para MacOS. A Apple tem ciência que Dell e Compac tentam brigar no preço. Então, a Apple respeita, mas jamais disputará este mercado, pois quer ser a BMW dos PCS. “Um Chevy e uma BMW chegam ao mesmo lugar, e nem por isso as vendas da BMW caem”

Enfim, polêmica à parte sobre o neologismo “Respeito Tecnológico” , parece que a forma de Gestão de Jobs foi acertada. Foi ? Queria ouvir os leitores! Ele merece o “Respeito Tecnológico”? Jobs é uma pessoa Estranbólica? Abraço e continuo na leitura do livro…

OBS: Maiores informações sobre “Réspeito Técnológico” podem ser encontradas na Especislíssima Doutrina especializada sobre o tema: http://www.youtube.com/watch?v=K6lO1rfW6F8

Líder “Servidor” na TI, nos olhos dos outros, é refresco - I

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Não se quer tazer à tona o gênio da lâmpada ou ressuscitar o dinosssauro “azul” mas esta questão ainda deixa um rabicho para trás. São vários os conselhos de especialistas para uma mudança de postura em relação ao comando da Tecnologia da Informação. – Você não pode ser gerente, você não pode ser chefe, você deve ser líder! – Você não deve comandar por sua patente ou hierarquia, você deve comandar pelo carisma (que você tem ou que deverá fingir ter) – Você não deve trazer retorno direto para a empresa, mas sim libertar os talentos dos colaboradores, e o retorno, ah espera que ele vem…! – Você deve ser amado por toda a equipe e proporcionar soma de habilidades, a chamada sinergia!

Resultado…PMBOK, ITIL, e outros frameworks e guias estão sendo incógnitos em prol da tal “sinergia”. O líder simplesmente esqueceu de dirigir sua equipe e passou a buscar agradar, a ser o mais querido, deturpando completamente o conceito de liderança servidora. Segundo os princípios de liderança servidora, o Líder Servidor é rígido também, no que diz respeito às bases de direção do negócio, porém é flexível, no que cerne a oferecer aos seus guiados mais que o possível em termos de recursos, tempo, orientação e inspiração! Não confunda Líder Servidor com Subserviência.


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