.  Lou Martins

Lou Martins
Lou Martins Mídia-Planning @ CUBOCC

Ex-analista de planejamento na 10'SA, já trabalhou com mídia online e métricas no WeShow, marketing na TeleListas e gosta de saber a verdade como todo bom masoquista.

1 de abril de 2009

(versão jabá light)

Que o caminho aponta para junção cada vez maior entre online e offline a gente já sabe. Mas o desafio é como aplicar isso de uma forma legal, que entregue algo relevante às pessoas e ainda lance mão das tão faladas novas tecnologias.

Doritos, junto com a CUBOCC, encontrou uma forma bem bacana de lançar o novo sabor do snack, misturando estratégia de pdv com digital.

doritoslovers2

No verso embalagem do novo produto, o consumidor encontra um símbolo de R.A. (realidade aumentada) e é convidado a entrar no site e libertar seu Doritos Lover. Já no site, ao apontar o símbolo para a webcam, o monstrinho nasce na tela e ganha vida própria, podendo até habitar mundos além-site, como o site perfil do Orkut.

Iniciativas com realidade aumentada são vistas desde ano passado, mas poucas têm uma aplicação bacana na nossa realidade. Não que Doritos Lover seja a última coca-cola do deserto, mas a qualidade do trabalho, a aplicação à nossa realidade e junção de PDV com internet são pontos bem bacanas a serem considerados nesse projeto. Não só as vendas são impulsionadas, mas também a relação consumidor-marca através da criação dessa comunidade de Lovers.

O resultado você pode ver pelo site Doritos Lover, então aproveita e já compra o seu pacote e liberte seu Lover. O meu já vivo, livre leve e solto! ;)

 

Lou Martins - Doritos Lover

Lou Peekaboo - Doritos Lover

22 de janeiro de 2009

De vez em quando eu acho que as empresas sofrem da síndrome do estagiário sem defeitos (aquele que adora dizer em entrevista “ah, meu defeito é ser perfeccionista”). Não se dão ao direito de errar e, pior, quando erram, não nos dão o direito de reclamar. A grande maioria dificulta ao máximo o processo de feedback. Mas sejamos sensatos e vamos aceitar que shit happens.

Eu erro, você erra e por aí vai. Então por que não aceitar que empresas também erram? As empresas precisam se humanizar, deixarem um pouco de lado esse racional praticamente mecânico que não prevê erros no processo. Aceitar a possibilidade de errar é o primeiro passo para estar preparado para o erro.

Você pode me dizer “Não posso errar. Se eu errar, eu perco meus clientes”. Bom, isso pra mim é mentira na maioria dos casos (lógico, há erros e erros).

Por exemplo, você é casado com uma pessoa que ama muito, praticamente daria sua vida por esta pessoa. Um belo dia, bem no dia do aniversário de casamento de vocês, essa pessoa esquece de te dar os parabéns, simplesmente ignora a data como se fosse um dia qualquer. Você se separa dela por isso? Lógico que não. Você fica triste, se sente de lado, até ignora um pouquinho como ‘vingancinha’, mas separar mesmo, não.

É mais ou menos assim entre clientes e empresas. Se o cliente realmente tem uma ligação com sua empresa, se identifica que seu produto/serviço é bom para ele, ele vai aceitar eventuais erros (lógico que você tem que se esforçar em oferecer cada vez mais o melhor, mas também tem que estar preparado para os erros quando eles acontecem).

Agora se no erro você perde muitos clientes, o erro na verdade é você. Você que não conseguiu criar uma relação forte o suficiente com seu cliente, a ponto do laço se romper numa derrapada. Isso deve deixar claro uma coisa: seu produto/serviço, ou até o relacionamento, não é tão importante assim para o seu cliente, logo está na hora de rever não só o que ocasionou o erro, mas toda a sua estratégia. 

Russell Davies fala sobre o porquê as empresas poderiam incorporar um pouco o conceito do “beta eterno”. Para ele isso é bom, pois elas aprenderiam a viver melhor num mundo tão imprevisível quanto o de hoje.

As coisas mudam numa velocidade grande e, o que antes era dito como correto, hoje pode não ser e a empresa precisa saber lidar com isso, mudar sempre que possível, se aperfeiçoando e ganhando mais experiência em consertar os eventuais erros que surgirem.

Ele comenta também que aquele antigo modelo de grandes lançamentos de tempo em tempo será substituído pela habilidade de ter sempre pequenas, mas boas, idéias que sejam facilmente aplicáveis. Isso me lembra Maquiavel, em “O príncipe”, quando falava que o bem deveria ser feito aos pouquinhos e constantemente, enquanto o mal deveria ser feito de uma só vez (na justificativa de que a memória do povo é curta, logo é mais fácil lembrar de coisas recentes e/ou constantes do que de algo que aconteceu todo de uma vez e passou).

O erro é uma das grandes formas que temos em aprender o certo. Aceitar que os erros acontecem é estar preparado para eles e, melhor ainda, conseguir prevê-los para transformar em oportunidades.

8 de janeiro de 2009

 

Muito se discute sobre o poder das ferramentas sociais na internet. Muita teoria, muitos achismos, antropologias de boteco, mas pouca coisa prática sendo mostrada. Como eu mesma caio nesse erro de falar, mas não mostrar exemplos práticos, cá estou para me redimir. Pois bem, vamos lá.

No dia 6 de janeiro desse ano que mal começou, dois eventos bem interessantes aconteceram via Twitter.

O primeiro foi protagonizado pelo VP de Experience Design da Critical Mass, David Armano (@armano), na tentativa de ajudar Daniela, uma imigrante romena que perdeu sua casa por não ter conseguido pagar a hipoteca.

Com um post no seu blog e um tweet, Armano pedia para seus leitores e seguidores doassem a quantia que pudessem para ajudar Daniela a alugar um apartamento pequeno para ela e seus 3 filhos. O objetivo era arrecadar cerca de U$ 5000,00, o suficiente para ela não se preocupar com aluguel por um tempinho.

Em poucas horas após o pedido, o montante de U$ 5000,00 foi atingido. Em menos de 48h, as doações já haviam atingido U$ 14.800,00 e provavelmente ainda há mais doações por vir.

O segundo evento aconteceu com o já bem conhecido Robert Scoble (@scobleizer). No meio da noite, quando estava indo para um evento, o ônibus em que ele e mais alguns blogueiros estavam quebrou a cerca de 100 milhas de Las Vegas. Com a dificuldade de conseguir taxi no horário para buscá-los no local, ele twitou “getting taxis to come pick us up here this time of night is proving troubling. Any ideas?”. Em poucas horas, Scoble e os outros passageiros do ônibus foram “resgatados” por usuários do Twitter que viram o pedido de ajuda.

Minha conclusão sobre esses dois fatos é a importância que a comunidade tem além da importância do indivíduo. Por mais que ambos sejam figuras bem conhecidas no meio online, principalmente no Twitter, a “força” individual deles não teria efeito sem as “mini força” que cada pessoa que leu os pedidos tem.

Armano e Scobler mantêm uma relação forte e constante com seus seguidores, não se posicionando como “web celebridades” e sim como usuários que debatem, trocam informações e participam dos diálogos que acontecem nas comunidades que fazem parte. Se eles não investissem em manter e fortalecer os laços que têm com as pessoas que os seguem, como muitas empresas e self-centered users fazem, ambos não teriam conseguido a ajuda que precisavam.

É legal que não só as empresas, mas os próprios usuários e web celebrities wannabe, observem a importância que tem essa relação de troca com a comunidade. Os indivíduos são importantes, mas as redes de conexões que eles conseguem manter são mais valiosas do que qualquer um dos seus membros em particular.

As ferramentas web são sim canais poderosos, porém elas por si só não fazem milagre. Às vezes concentramos tanto nossos esforços pensando exclusivamente no canal (como utilizar twitter para isso, como usar o orkut para aquilo…) que esquecemos que o foco principal são as pessoas que fazem parte dessas comunidades e o relacionamento que estabelecemos com elas.

 

 

Quer saber mais desses casos? Por aqui, ó:

Please Help Us Help Daniela’s Family - David Armano

The collective power of individuals - Business Week

23 de dezembro de 2008

Ó, fui!

Agora só em 2009!

Feliz natal para vocês e um ano novo tão bom, mas tão bom que vocês nem consigam descrever.

Apesar do pouco tempo de vida deste humilde sítio virtual, valeu mesmo pelos todos os comentários (positivos e negativos). Podem ter certeza que todos são mais do que importantes para deixar esse blog aqui cada vez mais útil a vocês.

É isso, chega de bla bla bla.

Bebam muito, se acabem no Natal e ano novo e que 2009 venha muiiiito melhor do que esperado.

Beijosmepresenteia!

17 de dezembro de 2008

(texto originalmente postado por mim lá no Bitpapo)

 

Nós somos fruto de um remix, isso é inegável. Metade do DNA do seu pai se juntou com metade do DNA da sua mãe e, booom, nasceu você. Ou seja, a recombinação faz parte da gente.

As idéias, num processo semelhante, também são fruto de recombinações (propositais ou não). Tudo que vemos, aprendemos, observamos é utilizado de alguma forma na construção de novas idéias. A originalidade está na forma com a qual esse remix de referências acontece (ou você realmente acredita que só porque você teve uma idéia, ela veio do nada e pertence só a você?).

Os ‘insumos’ utilizados na construção dessa idéia vieram de fora, do mundo externo. A constante recombinação de todas as coisas cria outras novas que, no futuro, serão referência para mais idéias. E esse ciclo é mais do que natural, faz parte da nossa essência criativa.

A possibilidade de refletirmos sobre as coisas permite que nossa imaginação ‘embaralhe’ um pouco o que estamos vendo, nos ajudando a enxergar algo novo a partir de uma coisa pré-existente. Um lobisomem, por exemplo, não existe na vida real, mas mesmo assim ele “existe”, nascido da recombinação de imagens pré-existentes (a imagem de “homem”, a imagem de “lobo” etc.).

Até o próprio ato de escrever é, essencialmente, um remix. Cada combinação de palavras forma uma frase que, quando mixadas, formam textos totalmente diferentes de todos já escritos. Usar a mesma palavra que alguém já usou não é cópia. Cópia é usar exatamente o mesmo texto, afinal não houve o processo de recombinação e sim apenas reprodução de algo que já existia.

Estamos vivendo numa era onde essa eterna recombinação das coisas, idéias, imagens etc. nos leva a questionar as nossas referências. O que é, afinal, referência? Por que considerar algo como referência? Por que o que é referência para um não é para outra pessoa?

Esses questionamentos fazem parte do que se chama de “crise da representação“, dentro do pós-modernismos (na visão do sociólogo Zygmunt Bauman), onde basicamente há uma quebra de referências e o mundo se torna um lugar de símbolos, sinais, imagens e idéias desconexas que você pode recombinar e criar novas coisas a partir de todas as outras. Um lego basicamente, onde as referências só existem dentro da sua cabeça a partir das combinações voluntárias ou não que você faz.

O remix também é extremamente importante para a construção da cultura digital, formação de seus mitos, “tradições” etc. William Gibson foi genial ao dizer que “o digital é, essencialmente, um bando de 1 e 0 que estão ali para serem remixados”, ou seja, assim como nós e nossas idéias, o “mundo digital” também é fruto de recombinações.

A realidade é ‘remixável’ e não devemos achar isso um limitador da capacidade criativa. Pelo contrário: a criatividade se alimenta de todas essas peças de lego que estão soltas por aí, se apropria delas e cria a partir delas. Nada vem do nada e, por mais que você não conheça exatamente o que te levou a ter uma idéia, pode ter certeza que foi sua mente trabalhando em cima de tudo que você conhece.

8 de dezembro de 2008

Lembra que eu fiz um post sobre como os jornais dinamarqueses estão “reagindo mal” a internet? Então, olha que bacana é o serviço Tabbloid (http://www.tabbloid.com/), da HP.

Ele é, digamos, uma releitura da “função” do impresso. Você configura seu Tabbloid com seus RSS feeds favoritos, escolhe de quanto em quanto tempo você deseja receber o seu tablóide personalizado e, voilá, os feeds chegam compilados, organizados num arquivo em .pdf para você imprimir.

Ai você vai falar “Mas imprimir? Que coisa mais século XX”. Pois é, mas tem gente (como eu) que adora um papel, gosta de passar as páginas, fazer marcações, grifar, riscar, colocar na bolsa e ler no ônibus etc. e acho essa solução bem bacana para quem considera os feeds uma ótima fonte de informação, mas não consegue abandonar as coisas em papel.

E por que eu fiz referência ao post dos jornais dinamarqueses?
Bem, esse é um serviço, considero eu, completamente adaptável aos jornais online. Por exemplo, o leitor pode assinar só as editorias que mais o interessam e receber em seu e-mail um .pdf com as matérias das editorias selecionadas (igualzinho a função atual do Tabbloid, só que adaptada ao conteúdo do jornal). Ou o próprio jornal pode criar um serviço por assinatura, algo tipo “jornal personalizado”, que o leitor paga lá o valor mensal da assinatura e recebe em sua casa um impresso só com as matérias das editorias que gosta. Seu “jornal” terá um agenda setting definido em parte por você e você ainda pode se achar um editor-chefe, determinando quais assuntos são mais relevantes.

Essa é uma adaptação bacaninha das possibilidades fornecidas pela internet unidas a vontade de personalização que um monte de gente considera essencial e com a capacidade de remixar e modificar os canais tradicionais de comunicação.

Fonte: Springwise

4 de dezembro de 2008

Pesquei esse post do meu blog antigo, mas acho que vale super a pena postar novamente.

Abaixo eu aponto quais são os principais pecados cometidos em campanhas via Adwords que eu observei nesses quase 2 anos trabalhando com a ferramenta e coloco algumas dicas de como se livrar deles.

PECADO #1: LANDING PAGES QUE NÃO CONVERTEM

Para onde você manda seus clientes assim que eles clicam no seu anúncio? Muita gente manda para uma home page ou para uma página padrão de apresentação de produtos, achando que, ao cair nesta página, o cliente saberá encontrar exatamente o que procura.

Ledo engano. Quem clica no seu anúncio se interessou exatamente pelo o que você está oferecendo nele, logo encaminhar o usuário para uma página cheia de informações esperando que ele procure ali o que deseja é aumentar o trabalho do usuário desnecessariamente e desestimula-lo a continuar na sua página.

Se você já tem uma página criada (por exemplo, você quer fazer anúncio do alguns posts do seu blog), cada grupo de anúncio precisa passar ao usuário o que exatamente ele vai encontrar quando clicar no anúncio. Além de trabalhar bem o texto dos anúncios, visando a deixar claro para o usuário há na página para qual ele será encaminhado, as palavras-chave devem ser selecionadas conforme o conteúdo que você está apresentando somadas as palavras-chave que seus potenciais leitores utilizam para chegar a conteúdos semelhantes.

Lembre-se sempre: a página de destino é um dos fatores avaliados no seu Índice de Qualidade, por isso ter landing pages focadas ao que você oferece no anúncio (inclusive contendo as palavras-chave principais de sua campanha) é extremamente importante.

O Google oferece o Web Optimizer que ajuda a criar uma landing otimizada. É importante ter uma landing otimizada antes de enviar tráfego para ela, assim você não desperdiça seu dinheiro em excesso de cliques que não convertem e tem uma garantia maior de que seus usuários estão sendo mandandos para uma página que tem exatamente o que eles procuram.

 

PECADO #2: NÃO INSTALAR OS CÓDIGOS DE CONVERSÃO

A não ser que sua página de destino não seja uma “etapa” e sim a página final, instalar os códigos de conversão é requisito básico.

Com eles, você conseguirá trackear melhor o quão eficiente está sua campanha e suas páginas e quanto realmente dos seus cliques converteram no que você esperava (venda, cadastro, download de alguma ferramenta etc.).

 

PECADO #3: DEIXAR O GOOGLE ENTREGAR MAIS OS ANÚNCIOS COM MAIOR CTR SEM TESTAR ANTES QUAL ABORDAGEM É A MAIS EFICIENTE

O Adwords, por padrão, entrega mais vezes os seus anúncios com maior CTR. Isso seria ótimo, se não fosse por um pequeno detalhe: você testou todos os anúncios antes?

Um pequeno aumento de CTR já pode significar ao sistema do Adwords que aquele anúncio é o mais relevante para a sua campanha, mas isso pode não ser verdade. O interessante é, antes de iniciar a campanha “oficial”, montar uma campanha de teste, colocando variações de anúncios e abordagens diferentes e desativar a exibição otimizada de anúncios.

Assim seus anúncios serão exibidos igualmente e você terá uma boa base estatística para definir qual é o mais eficiente ou não (qual realmente tem melhor CTR, qual converte mais, qual atrai mais gente…). Após os testes e definição de qual tipo de anúncio é melhor para você, estruture sua campanha “oficial” e reabilite a opção de entrega otimizada de anúncios.

 

PECADO #4 - USAR APENAS PALAVRAS-CHAVE DE CORRESPONDÊNCIA AMPLA

Quando montar seu set de palavras-chave, principalmente se você for um anunciante na rede de pesquisa, lembre-se de testar todas as possíveis correspondências de palavras-chave. Assim você consegue testar quais correspondências são mais efetivas para o objetivo da campanha.

Os tipos de correspondência são:

Correspondência ampla: a palavra-chave “pura”, por exemplo: pneu de carro

Correspondência de frase: a palavra-chave entre aspas, por exemplo: “pneu de carro”

Correspondência exata: a palavra-chave entre colchetes, por exemplo: [pneu de carro]

Palavra-chave negativa: o sinal “-” na frente da palavra-chave. por exemplo: -pneu

 

PECADO #5 - DEIXAR UMA CAMPANHA SENDO EXIBIDA TANTO EM REDE DE PESQUISA QUANTO CONTEÚDO

Rede de pesquisa x Rede de conteúdo: quem é melhor para você? Não sei, depende do foco da sua campanha, do seu objetivo, do seu produto… Enfim, inúmeros fatores influenciam na hora de determinar o que será melhor ou não. Mas muita gente ainda cai no erro de deixar a campanha rodando tanto em rede de pesquisa quanto rede de conteúdo, sem perceber que cada uma tem suas características e atendem a objetivos distintos na maioria das vezes.

O ideal, para ver se em qual rede a campanha funciona melhor, é abrir duas campanhas iguais, sendo que uma será direcionada apenas para rede de pesquisa e outra só para conteúdo. Passados alguns dias dias de campanha no ar, verifique o que está dando maior retorno, se vale manter as duas, que tipos de otimizações precisam ser feitas em cada uma dessas.

Rodar a mesma campanha nas duas redes pode te fazer tomar erradas, já que essas redes costumam apresentar resultados bem diferentes. Além disso, na rede de conteúdo você pode começar a campanha com um cpc bem mais baixo do que a rede de pesquisa.

 

PECADO #6 - NÃO GERAR RELATÓRIOS PARA REDE DE CONTEÚDO

Tem gente que reclama da rede de conteúdo, dizem que mensurar o ROI é mais difícil que na rede de pesquisa, que o CTR costuma ser muito baixo e por aí vai. Mas calma, a rede de conteúdo pode ser ótima se for trabalhada corretamente, sem contar que ela é um ótimo meio para se fazer campanhas de branding (normalmente o anúncio é impresso muito mais vezes na rede de conteúdo, ou seja, sua marca é exposta a um maior número de clientes/usuários em potencial).

Gerar relatórios de como sua campanha está na rede de conteúdo, em quais sites ela é impressa, quem converte mais etc. é ótimo para otimizar a campanha bloqueado spam sites e sites que não convertem bem e até vendo quais sites em que o resultado é bom a ponto de se tentar uma campanha por CPM (custo por mil impressões).

 

PECADO #7 - AUMENTAR O LANCE DO CLIQUE ACHANDO QUE ISSO MELHORA CTR OU ÍNDICE DE QUALIDADE

Ok, a tendência é que anúncios numa posição alta recebam mais cliques o que, em teoria, significaria maior CTR e que, ainda na teoria, poderia aumentar seu Índice de qualidade.

Bem, a realidade não é tão bela assim. Aumentar seu lance não necessariamente vai aumentar seu CTR e o CTR não necessariamente influência no seu índice de qualidade (depende da rede em que você está anunciando). CTR influencia muito para o anúncio galgar posições melhores e, com isso, você paga menos para aparecer melhor. A forma mais segura e menos custosa de aumentar CTR é testando seus anúncios e set de palavras-chave, vendo qual funciona melhor, qual rende, em que posição você consegue melhor ROI e outros métodos de avaliação que variam conforme a campanha.

Para ter um bom índice de qualidade, certifique-se de que seus anúncios são relevantes para o set de palavras-chave escolhido e que sua página de destino está bem segmentada para o grupo de anúncios de você montou (na rede de pesquisa o CTR influencia, mas estes outros pontos costumam ter um peso grande na definição do seu índice de qualidade).

 

PECADO #8 - NÃO GERAR RELATÓRIO PARA REDE DE PESQUISA

Esse relatório é muito importante para quem tem campanhas ativadas para rede de pesquisa. Nele você consegue ver quais são as palavras-chave que estão ativando seus anúncios, inclusive as variações das suas palavras-chave de correspondência ampla, assim você conseguirá ver quais são as palavras-chave que ativam seu anúncio, mas não deveriam, e adicioná-las a sua lista de palavra chave negativas (uma ação super simples, mas que pode melhor seu CTR e ROI).

 

Não é nenhum manual, mas serve de ajuda na hora de entender porque sua campanha não está indo tão bem quanto você queria.

Espero que seja útil. ;)

2 de dezembro de 2008

Essa é uma das perguntas relacionadas ao Adwords que eu mais escuto. Apesar de todas as informações disponíveis por aí sobre Adwords, inclusive informações do próprio Google, a ferramenta ainda parece um mistério para um monte de gente.
A única resposta que tenho é: se Adwords fosse fórmula, eu a vendia em potinhos e ficava rica. Mas infelizmente não é e, mais infelizmente ainda, você terá que se esforçar um pouquinho para fazer sua campanha ser bem sucedida.

- Defina seus objetivos

Sério, gente, anota na mão, no monitor, faz uma tatuagem, enfim, mas nem pense em começar uma campanha de links patrocinados se você não tiver ali bem claro na sua cabecinha onde você quer chegar com ela. Você quer volume de tráfego? Você quer gerar leads? Você quer vender um produto? Ninguém chega a lugar nenhum sem saber onde quer chegar e você nunca vai saber se a campanha está indo bem ou não se você não sabe exatamente o que quer com ela.

- Conheça bem o que você vende

Você vai anunciar um produto, vai criar anúncios para ele e selecionar palavras-chave. Além disso, você também pode pensar em campanhas baseadas no contexto. Não importa, para todas as formas de anunciar através de links patrocinados, você precisa conhecer muito bem aquilo que você vende para não aparecer para quem não tem nada a ver com seu público, nem gastar seu dinheiro com um clique não qualificado.

- Menos é mais

Sim, é. Deixa de lado essa necessidade de aparecer. O mais importante numa campanha de links não é aparecer, mas sim para quem você aparece. Otimize seus gastos otimizando sua campanha para seu público-alvo, não concentre esforços em palavras genéricas só porque elas geram mais impressões. Use bem a super segmentação de campanha que o Adwords permite. É melhor aparecer para 15, tendo grandes chances de conquistar 10, do que aparecer para 1000 sem chances de conquistar nem 15.

- Conheça bem seu público

Se você quer se comunicar com alguém (comunicar não é só falar, é ser ouvido), conheça muito bem quem é essa pessoa com a qual você fala. Não corra o risco de ser ignorado, de ver seu investimento não virando nada do que você esperava só porque você não estudou seu público antes de colocar a campanha no ar. Conhecê-lo é essencial para selecionar bem as palavras-chave, entender os contextos de navegação desse cara e para fazer seu anúncio aparecer nos momentos certos para este prospect.

- Avalie. Avalie. Avalie.

Avalie durante a campanha para fazer as alterações que se mostrem necessárias, para ter insights para novas campanhas e consertar os possíveis errinhos na estratégia. Avalie após a campanha para saber quais foram os resultados obtidos, em quais momentos a campanha rendeu melhores resultados, como essas alterações feitas no decorrer da campanha influenciaram no todo.

1 de dezembro de 2008

No início do ano assisti a uma palestra do Jeff Benjamin, da agência Crispin Porter (aquela que criou o Subservient Chicken nos idos de 2004). Lembro-me bem de uma frase que ele disse:

“As partes de uma campanha integrada são como instrumentos numa sinfonia”

A metáfora deixa clara uma visão dele, que concordo bastante, de que não deve haver uma dissociação entre os meios online e offline, mas que ambos, quando utilizados juntos, cooperam cada um como pode para dar o ritmo da campanha.

Não é incomum encontrarmos profissionais que consideram o online e offline como duas coisas completamente separadas que não se “comunicam” entre si e que pensam antes em quais meios devem utilizar para depois pensar nas ações (primeiro pensam em executar sem ao menos terem o que executar).

O que determina quais canais serão utilizados é a junção dos objetivos de campanha, público-alvo, o que o cliente pede no briefing, necessidades do público etc., porém não é incomum trocarmos a ordem das avaliações e colocarmos o “canal” como item de maior peso dentro da campanha. É importante observar também a diferença entre estes meios. Por mais que eles se complementem, eles não funcionam da mesma forma. Eles têm dinâmicas diferentes e atingem o target de maneira distintas, por isso que uma idéia precisa ser consistente a ponto ser mutável, adaptando-se a todos os canais de comunicação escolhidos para campanha, sem perder a “essência” e a comunicação final não parecer uma colcha de retalhos.

Essa é a minha visão: não existem dois meios que não se associam e sim diferentes canais de comunicação que, quando trabalhados em conjunto, cooperam para que os objetivos de campanha sejam atingidos. Além disso, antes de se pensar quais canais serão utilizados em uma campanha, é necessário ter um conceito de campanha claro que permita criar diferentes ações que se adaptem aos diferentes meios.

26 de novembro de 2008

“Há algo de podre no reino da Dinamarca”, já dizia Shakespeare em “Hamlet”.

Alguns jornais dinamarqueses parecem não aceitar as mudanças naturais pelas quais os mercados estão passando, principalmente o de publicações. A nova onda é tentar impedir que agregadores de notícias, como o Google News, linke matérias individuais ao invés da home dos seus sites.

Estranho, não? Em vez de aumentar as chances de conquistar um leitor deixando-o cair direto na página da matéria que clicou para ler, acham mais relevante mandar o cara lá para home, fazendo-o dar no mínimo mais um clique e perder alguns segundos do seu precioso tempo procurando a tal matéria pela qual se interessou. A argumentação para isso não me impressionou tanto: melhor controle da experiência do usuário (nada mais tradicional, não?).

Entendo que, para quem sempre trabalhou de uma determinada forma, mudar de uma hora para outra é deveras complicado. É mexer na cultura não só de uma empresa, mas de uma indústria inteira, porém se agarrar com unhas e dentes a uma forma que já se mostra mais do que defasada é dar um tiro nos pés (de pertinho ainda, que faz mais estrago).

É preciso entender que os canais se multiplicaram. As pessoas podem ler notícias em diversos formatos diferentes e, muito mais importante do que a forma que você quer entregar a notícia é entender de qual forma os leitores preferem recebê-la. É literalmente deixá-la acessível a quem quer que seja, desejando muito mais que ela se espalhe do que pessoas venham até ela.

Qual aprendizado fica disso? Que os esforços deveriam ser voltados para encontrar novas soluções, formatos, como se adaptar a este mercado que está mudando e não tem forma definida, ao invés de focados em como fazer uma antiga estrutura permanecer de pé, apesar das milhares de rachaduras visíveis.

É aquela história: não adianta nadar contra a correnteza. Pega um barquinho, um remo e use a correnteza a seu favor, porque ela vai te levar de uma forma ou de outra. Cabe a você morrer afogado ou chegar a outra margem molhado, mas vivo.

Fonte: Global Voices


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