Aprendendo com quem faz errado
“Há algo de podre no reino da Dinamarca”, já dizia Shakespeare em “Hamlet”.
Alguns jornais dinamarqueses parecem não aceitar as mudanças naturais pelas quais os mercados estão passando, principalmente o de publicações. A nova onda é tentar impedir que agregadores de notícias, como o Google News, linke matérias individuais ao invés da home dos seus sites.
Estranho, não? Em vez de aumentar as chances de conquistar um leitor deixando-o cair direto na página da matéria que clicou para ler, acham mais relevante mandar o cara lá para home, fazendo-o dar no mínimo mais um clique e perder alguns segundos do seu precioso tempo procurando a tal matéria pela qual se interessou. A argumentação para isso não me impressionou tanto: melhor controle da experiência do usuário (nada mais tradicional, não?).
Entendo que, para quem sempre trabalhou de uma determinada forma, mudar de uma hora para outra é deveras complicado. É mexer na cultura não só de uma empresa, mas de uma indústria inteira, porém se agarrar com unhas e dentes a uma forma que já se mostra mais do que defasada é dar um tiro nos pés (de pertinho ainda, que faz mais estrago).
É preciso entender que os canais se multiplicaram. As pessoas podem ler notícias em diversos formatos diferentes e, muito mais importante do que a forma que você quer entregar a notícia é entender de qual forma os leitores preferem recebê-la. É literalmente deixá-la acessível a quem quer que seja, desejando muito mais que ela se espalhe do que pessoas venham até ela.
Qual aprendizado fica disso? Que os esforços deveriam ser voltados para encontrar novas soluções, formatos, como se adaptar a este mercado que está mudando e não tem forma definida, ao invés de focados em como fazer uma antiga estrutura permanecer de pé, apesar das milhares de rachaduras visíveis.
É aquela história: não adianta nadar contra a correnteza. Pega um barquinho, um remo e use a correnteza a seu favor, porque ela vai te levar de uma forma ou de outra. Cabe a você morrer afogado ou chegar a outra margem molhado, mas vivo.
Fonte: Global Voices
Tags: jornais dinamarqueses, jornais online, jornal, mercado de publicações







26 de novembro de 2008 às 11:52 pm
As HOMEs estão cada vez mais perdendo importância! Logo logo os espaços mais valiosos serão as internas, e não a home! Culpa do Google!
27 de novembro de 2008 às 9:22 am
É impressionante que, com tanta evolução na comunicação proporcionada pelos inúmeros mecanismos da web, algumas empresas ainda tentem impor uma prática cada vez mais arcaica.
27 de novembro de 2008 às 10:14 am
deu preguiça esse texto. alguem me disse que vc costuma perder o foco, esse é um exemplo.
27 de novembro de 2008 às 4:04 pm
Realmente. Como é bom ver o errado e até mesmo o absurdo para sabermos como é bom estar do lado certo. Não há como fugir da independência e liberdade que temos que dar à quem visita nossas páginas. Excelente texto, parabéns!
27 de novembro de 2008 às 5:24 pm
A internet e seus achados. Muito interessante esse aspecto do jornal dinamarquês! Parabéns pelo post.
27 de novembro de 2008 às 5:54 pm
Joaquim, valeu pelo toque! Vou tentar ser mais concisa nas próximas vezes.
E valeu, galera, vou tentar sempre colocar essas coisinhas bacanas que servem de aprendizado.
9 de dezembro de 2008 às 2:26 pm
[...] que eu fiz um post sobre como os jornais dinamarqueses estão “reagindo mal” a internet? Então, olha que bacana é o serviço Tabbloid [...]