.  Paulino Michelazzo

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo CMS Expert e Escritor Técnico

Escritor por DNA, programador por opção e vivenciando a Internet desde 1995, é diretor da Fábrica Livre, empresa especializada em soluções para a Internet com ferramentas de gestão livres.

Crisis? For who?

Responda rápido: a economia está em crise (exceto para os bancos brasileiros) e você é dono de uma empresa. O que faz? Dá ouvidos à todos os analistas de plantão, enxuga a máquina (mais ainda), demite e chega a pensar em suicídio ou dá a volta por cima e esquece que isso existe procurando soluções inteligentes para seu negócio?

Se escolheu a primeira e não é banqueiro, parabéns; dentro em breve vejo seu curriculum nos sites especializados. Se respondeu a segunda, se prepare, será meu concorrente.

Conversando com um amigo há algum tempo, ele me perguntou: “e aí, como andam os negócios?” A resposta foi: “se isto que estamos passando é crise, quero ver o mundo no buraco”. Tudo bem, sou tão otimista quanto Obama ou quanto a torcida do Corinthians, mas para mim crise é sinônimo de reciclagem, de renovação, de idéias novas, ao contrário de muitos que acreditam ser aquela gilete cega no pulso.

Como trabalho diretamente com software livre, no começo da crise pensei: “hmm, está na hora de irmos adiante e aproveitar nosso modelo”. Não me enganei e ao contrário da maioria as empresas, pude perceber o incremento de solicitações de propostas oriúndas de empresas que compartilham a mesma visão; é preciso reciclar e aproveitar a crise com uma oportunidade e não com lamentações.

Só para corroborar meu pensamento, o instituito de pesquisas Gartner soltou uma semana passada que me abriu um sorriso de lado a lado: “Crise favorece o Software Livre“, o que é de se esperar nos momentos onde o cinto precisa ser apertado mas ao mesmo tempo não pode se romper. Isso quer dizer que para enfrentar uma crise é necessário se reciclar em todos os sentidos e estar um passo a frente pois como toda e qualquer crise, ela é passageira e aquele que estiver melhor posicionado no final, vai comer primeiro.

Diante do medo mundial, o software livre leva uma vantagem enorme pois além do custo de aquisição ser zero ou próximo disso, a disponibilidade do código livre faz com que produtos sejam desenvolvidos a partir do estágio pós-embrionário, permitindo então que se faça mais com menos. Um exemplo simples e que está sendo adotado por dezenas de empresas é o uso de sistemas de voz sobre IP (VoIP) onde ligações telefônicas não mais são bilhetadas na companhia. Entra em cena a Internet e servidores livres de VoIP como o Asterisk que permitem quase toda a substituição dos sistemas convencionais. Redução de custo em telefonia, em aquisição de hardware e software e um resultado expressivo no balanço mensal.

Outro exemplo vem da própria empresa que faz o Asterisk, a Digium. Mesmo criando um software livre pelo qual não se paga licença de uso ou aquisição, estão eles felizes da vida e nem fazem idéia do que é crise. Seus números somente crescem, tal qual o número de usuários de suas soluções no mundo todo.

Enfim, a pergunta retórica: crise? Para quem?

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4 comentários para “Crisis? For who?”

  1. Tagliati disse:

    Realmente a crise vem para favorecer o desenvolvimento do Software Livre e aos criativos. Claro que nem sempre é possível tirar proveito da crise mas vejo que o Brasil em si não encontra em crise… o problema é com quem negocia com o mundo todo! Mas só mesmo com instabilidades para abalar o “equilíbrio” da dominação de mercado.
    Esses realmente precisarão se preocupar cada vez mais em apertar os cintos.

  2. Carlos Baptista disse:

    Graaaaande Michelazzo. Não lembro quem falou uma vez que enquanto na crise alguns choram, ele vende lenços. Oportunidades estão ai mesmo! E respondo à sua pergunta: crise está ai para quem não consegue ou está preparado para enxergar as oportunidades.

  3. Guilherme de Carvalho Carneiro disse:

    Acompanho o seu blog há algum tempo e gostaria da sua ajuda para um problema que estou enfrentando. Meu chefe quer desenvolver um projeto em Datawarehouse para os gerentes trabalharem sobre os dados inseridos nos diversos sistemas da empresa, e gostaria de saber se existe a possibilidade de utilizar softwares/linguagens open source para tal feito?

    Sei que posso trabalhar com SGBD´s open source que dão suporte para datawarehouse.

  4. Paulino Michelazzo disse:

    Olá Guilherme,

    Sim, existem softwares e linguagens que podem ser usadas para datamining e datawarehouse em software livre. Dependendo da necessidade e demanda é preferível desenvolver ou customizar algo que já exista para atender suas necessidades.

    Entre em contato!

    Sds

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