Estranha Internet
A Internet é, sem dúvida nenhuma, uma das maiores invenções do ser-humano junto com a prensa e o motor a vapor. Poderia dizer que ela é mais importante que estas mas se o fizer é capaz de levantar alguns de suas devidas tumbas. Então fica assim “no mesmo nível”.
Uma fundação norte-americana soltou semana passada um estudo feito com jovens daquele país sobre a contribuição da Internet no desenvolvimento e formação dos futuros empregados e empresários americanos. Ao contrário que os pais pensam sobre o assunto, aqueles que mais usam Internet tem, de uma forma ou de outra, mais facilidade para explorar e descobrir informações que futuramente irão contribuir para sua formação. Isso tudo somado a certeza da Internet onipresente em alguns anos deixa estes jovens um passo a frente na corrida pelo sucesso.
Mas ao mesmo tempo que a Internet é uma ferramenta para o conhecimento, pesquisa e educação, ela também pode ser um veículo para as mais estonteantes ações. Nesta mesma semana um jovem de dezenove anos se entupiu de remédios e cometeu suicídio diante de sua webcam para uma platéia que, acostumada em fazer da desgraça alheia um prato de picuinhas, assistiu sem ao menos se dar ao trabalho de acionar a polícia.
Atitudes desta monta tornam-se comuns no dia-a-dia da Internet. Aquela mão que dá, também tira tão rápido quanto a luz. Empresários que apostam tudo na Internet experimentam o furor dos números galopantes ao estrelato e, na semana seguinte, a montanha-russa rumo ao buraco. O motivo? Apostar que a Internet é a salvação de tudo e de todos. O mesmo ocorre com pessoas que creem estar diante de algum tipo de deus salvador.
É certo que a grande rede é entretenimento, conhecimento, compartilhamento e negócios. Mas também é um palco para as maiores aventuras humanas, inclusive as mais estúpidas possíveis, onde até mesmo aquele velho método de suicídio de subir em um prédio para se jogar, parar todo o trânsito, acionar bombeiros e polícia, foi trocado por uma webcam e uma linha telefônica que leva aos confins do mundo sua intenção. A única vantagem é de não atrasar quem está indo para o trabalho com a rua fechada.
O uso da Internet deve ser responsável para todos e ao contrário do que prega o senador “azedo”, a rede não precisa de leis ou mecanismos para sua gerência. O caos organizado donde ela nasceu se auto-regula. Além disso, leis já existem; basta aplicar aquelas milhares existentes para o mundo “real” no mundo virtual. O que muda? O meio? Somente a ótica.














25 de novembro de 2008 às 14:36
Isso me faz lembrar da frase “o dedo que aponta para a lua não é a lua”. A Internet se confunde com quem a cria. Não podemos dizer da mesma forma que o dedo que aponta para a Web não é a Web. Até mesmo que a critica tem espaço dentro dela para mudá-la e torná-la melhor. Isso é bom. Há hoje uma reciclagem de pensamentos e conceitos que não havia em outros meios décadas atrás. Concordo com o que diz; mas acredito que ainda é necessário discernimento ao agregar tanto conhecimento e referência a um meio um tanto volátil. Abraço.
25 de novembro de 2008 às 15:47
Paulino, uma visão muito lúcida do que é a internet. Hoje mesmo ouvi um papo onde uma mãe reclamava que o filho só ficava na Lan house na internet. Tudo depende de como ele utiliza a grande rede, se souber aproveitar, tem muito a ganhar. Parabéns. Abs