Lei Azeredo versão maori
Se você pensa que somente no Brasil existem pessoas com idéias estranhas ou de resultado duvidoso, reveja seus conceitos. Lá na Nova Zelândia também acontece a mesma coisa quando o assunto é Internet.
Está em curso a alteração da lei de copyright da Nova Zelândia que só não é mais bizarra que o projeto tupiniquim do senador Azeredo por um pequeno fato: ela estaria em vigor a partir de 28/02/2009. Como lá a “coisa funciona” quando o barulho é grande e aqui não, esta é a única diferença pois no restante, o mesmo absurdo.
Reza a nova redação da lei neozelandesa que os provedores de Internet podem, a qualquer tempo, desconectar usuários suspeitos de estar compartilhando arquivos simplesmente baseados numa acusação de qualquer um. Sem processo, sem acusação formal, sem nada. Você manda um e-mail acusando seu vizinho e pronto, lá está ele sem Internet.
Para entender um pouco do quão problemática é esta atitude, imagine uma escola ou hospital que teve seus sistemas infectados por um vírus ou trojan. De um minuto para outro os computadores destes estabelecimentos começam a compartilhar e enviar arquivos para outras máquinas. A partir deste momento, mesmo que o usuário nem imagine o problema, ele poderá ser desconectado e acusado de pirataria. Insano!
Este cenário de execução sumária pode ser visto também em outras épocas da história humana, tal com os nazistas, com a ditadura brasileira ou com a inquisição. Muda-se a época e o objetivo mas o método continua o mesmo: calar a qualquer preço aquele que quer falar o que for.
A comunidade digital dos kiwis alavancada pela organização Creative Freedom já colocou a boca no trombone, está recebendo apoio do mundo todo e já conseguiu uma expressiva vitória no parlamento das ilhas postergando a entrada em vigor do ato. Mas aqui… continua seu Azeredo, azedo com a possibilidade de seu projeto não vingar e sinceramente espero que esta notícia não seja lida por sua assessoria. É possível que viagem à Oceania para ter algumas aulas do outro lado do mundo de como fazer certo a coisa errada.
Tags: azeredo, justiça, nova zelândia, pirataria, projeto de lei














19 de março de 2009 às 19:52
Em plena era digital, somos obrigados a conviver com o retorno da Auto-Tuela. Em breve, o exercício arbitrário das próprias razões reinará, não teremos juizes, teremos pretores, e neste cenário, valerá é a Lei de Talião, ou seja, olho por olho, dente por dente!