Steve Jobs é burro
Afirmo categoricamente; Steve Jobs, o dono da Apple é burro. Mas burro daqueles que bater com pedra. Pior, o Bill Gates também! Este então, um burraldino de quilate!
Não, não fiquei louco (já sou). Estou somente respondendo os questionamentos de alguns leitores do blog e deixando uma pergunta no ar: se Jobs e Gates são burros, porque são milhardários (inclua aqui o nome de alguns brasileiros também)? O assunto é: curso superior é essencial? Será que eu não tenho vez deixando a faculdade de lado? Voltando ao Jobs…
O cara tinha tudo para entrar no buraco. Foi adotado, enfiou os pés pelas mãos na universidade e resolveu aprender caligrafia. Caligrafia? Sim, isso mesmo; caligrafia. Diz o próprio em vídeo conhecidíssimo na Internet que a caligrafia era um prazer e que o estudo desta área deu-lhe a base para criar uma interface bonita e harmoniosa para os atuais computadores (além de ter aproveitar o assunto e alfinetar Gates). Claro que isso é a pontinha do iceberg que veio depois. Criador da Apple, da Pixar, do iPhone, do iPod e por aí vai.
Gates tem uma trilha meio parecida. Mesmo vindo de família mais abastada e tendo muito mais oportunidades que Jobs (como conta em seu livro A Estrada do Futuro), também deixou seu curso na faculdade para dedicar-se junto com outros dois doidos (Paul Allen e Steve Ballmer) à criação da Microsoft. Pelo visto, deu certo.
Poderia listar outras dezenas de pessoas e casos daqueles que largaram os bancos da escola para se tornarem celebridades mas não é momento. O mote real é: o quanto uma faculdade lhe dá além do diploma? Alguns podem dizer que muito, outros podem dizer que nada. Vendo os estagiários que conosco trabalham, percebo que a grande maioria das faculdades atuais não preparam seus alunos para o verdadeiro mercado de trabalho. Ensinam linguagens e deixam de lado algorítimos (claro, é odioso); ensinam bancos de dados e esquecem de SQL ANSI; ensinam interfaces de sistemas operacionais (next, next, finish…) e esquecem do que é um verdadeiro sistema operacional. No final, quando estes estudantes chegam no mercado de trabalho, apanham feito mulher de malandro.
Obviamente que o estudo é necessário quando não obrigatório para que possamos galgar alguns degraus a mais na escada da vida. Entretanto se fiar somente no canudo é um erro dramático e que pode custar muita coisa no futuro próximo. Uma educação multidisciplinar e que abrace várias áreas do conhecimento é muito mais importante numa carreira do que meia dúzia de diplomas pendurados na parede. Pós-graduação, mestrado, doutorado… com 28 anos? Para quê? O que conheceu do mundo? O que viu? No que trabalhou?
Pare, pense um pouco e leve em consideração todos estes pontos. As empresas atuais não procuram somente “diplomados”, mas principalmente seres humanos que pensam e sabem pensar.
Ser medíocre é uma opção e não uma obrigação. E você? O que acha?
Tags: conhecimento, curso, educação, emprego, faculdade, trabalho














16 de abril de 2009 às 9:33
Sabias palavras =)
16 de abril de 2009 às 9:57
Achei o artigo interessante, mas o autor desrespeitoso. Não vejo razão nenhuma para a afirmar que estes dois magníficos empresários mereçam ser chamados de burros. Respeito é bom e acredito que deve ser mantido em uma mídia de respeito. Estou bem certo que o conteúdo deste artigo poderia ser transmitido com outras palavras, sem buscar o “hype” de um título ou uma introdução tão infeliz.
16 de abril de 2009 às 9:58
Eu, que já abandonei 3 faculdades, concordo contigo. Mas algumas cabeças do mercado nem tanto.
Tenho 10 anos de experiência na Internet, 15 com informática. Isso é um fato que contaria pontos pra mim em uma entrevista de emprego, mas não ter o tal canudo, muitas vezes, poderia colocar um idiota na minha frente.
16 de abril de 2009 às 10:11
É só olhar o nosso presidente! A diferença é que o Brasil não exige muita experiência. Aliás, nenhuma. Hahahaa
16 de abril de 2009 às 10:16
Muito bom texto. A vontade e a paixão pelo que se faz muitas vezes supera o diploma de longe.
Optei por fazer um curso técnico em informática no senac e não me arrependo.
Ano passado muitos amigos meus formaram e hoje estão ai na caça de trabalho bem no meio da crise.
Agora quanto ao diploma o problema é convencer o pessoal dos RH’s do Brasil.
16 de abril de 2009 às 10:18
Concordo plenamente em entrevistas ressentes na empresa que trabalho, todos os entrevistados com curso superior tinham um trabalho básico a apresentar, enquanto aqueles que não passaram pelas universidades tinham um conhecimento mais aprofundado e um trabalho de ótima qualidade, o que percebo é que o jovem formado é extremamente acomodado se escondendo atrás do canudo, em contrapeso deste o jovem sem formação da o sangue por ter em mente a ausência da tão requisitada faculdade.
16 de abril de 2009 às 10:37
Só digo uma coisa: “Quero ser burro!”
16 de abril de 2009 às 10:41
O que tem a ver o Jobs ser burro?? Não entendi a relação exata disso com o resto do texto.
Tudo que aconteceu tem a ver com o momento. O momento de Jobs e Gates era diferente pra essa área. Eles foram pioneiros e exploraram coisas que estavam começando a crescer. Hoje é bem diferente. E eu podia até dizer mil coisas que mudaram o mundo, mas não precisa.
O título chama atenção e vai fazer as pessoas lerem seu post, fique certo disso.
Mas na verdade, é tudo uma questão de contexto.
16 de abril de 2009 às 10:45
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Afirmo categoricamente; Steve Jobs, o dono da Apple é burro. Mas burro daqueles que bater com pedra. Pior, o Bill Gates também! Este então, um burraldino de quilate!
Não, não fiquei louco (já sou). Estou somente respondendo os questionamentos de algun…
16 de abril de 2009 às 11:10
Paulino,
Concordo com você no que diz que o estudo é fundamental para a escada de nossas vida e também não devemos fiar somente nele.
No entanto discordo quando chamas o Jobs de burro por ter abandonado a faculdade para cursar tipografia (diferente de caligrafia).
Não sei se o termo “burro” é o mais correto, prefiro chamá-lo de audácioso…
Um título de bacharel, especialista, mestrado ou doutorado, pra ele acredito que não ia fazer muita diferença, visto que na minha opinião não iria aumentar o prólabore dele como presidente da empresa. Iria talvez prejudicar caso ele não soubesse como executar tudo que planejou, o que já provou mais de uma vez que foi capaz.
Talvez uma titulação pro Jobs traria é mais idéias de produtos e serviços novos a desenvolver, devido a grande overdose de informações que lidamos em nossas faculdades. Ai neste ponto de vista sim ele tenha sido burro, pois ao invés de desenvolver 1 iphone, poderia estar desenvolvendo 20 “Isomething”.
16 de abril de 2009 às 11:15
Mateus, e demais.
O adjetivo “burro” está sendo usado em conotação jocosa. Claro que o Jobs não é burro, muito pelo contrário, é uma das pessoas mais inteligentes que eu já vi. Da mesma forma, disse que Gates é burro usando a mesma conotação jocosa. Ou alguém aqui realmente acredita que estes dois seres são burros? Burro é o brasileiro que fica diante da TV no domingo enquanto o mundo passa pela sua porta.
Um abraço e obrigado pela visita/comentário
16 de abril de 2009 às 13:01
Acho que o pessoal deve ter entendido que o “burro” seria por eles terem deixado a faculdade ou os títulos de lado e terem ido buscar uma vivência de mercado, tema, bastante pertinente, sobre o qual Paulino fala.
Porém, como bem citou Fabio, achei o artigo cheio de afirmações e termos taxativos ou, até mesmo, pejorativos. Não estou querendo ser careta ou qualquer coisa do tipo, até porque adoro quem escreve com ousadia. Mas às vezes a gente tem de medir o peso de cada palavra antes de clicar no “publicar.”
Ex.
“O cara tinha tudo para entrar no buraco. Foi adotado, enfiou os pés pelas mãos na universidade e resolveu aprender caligrafia. Caligrafia? Sim, isso mesmo; caligrafia.”
O que se entende de imediado:
Caligrafia não presta.
Caligrafia é algo de baixa importância.
Se eu desejar aprender caligrafia estarei assinando meu atestado de fracasso.
OU:
Sou adotado, tenho grandes chances de ser fracassado.
Talvez tenha entendido errado, e o que vc quis dizer foi:
Caligrafia não tem nada a ver com Apple, Pixar, iPod…
Caligrafia e computação, nada a ver.
Enfim, apenas observações.
No mais, a idéia do universidade, mestrado, doutorado não significa ser um bom profissional é bem interessante. :)
16 de abril de 2009 às 14:53
Que salada Adriana. Tenta sobreviver com caligrafia no nosso país, então você entenderá o que o Michelazzo quis dizer.
16 de abril de 2009 às 16:02
Você pode citar dezenas de casos de pessoas que largaram faculdade e se deram muito bem. Eu cito milhares que largaram e se deram mal, e hoje trabalham em subempregos, como vendedores de shopping, recepcionistas etc…
Sobre as faculdades que não preparam os alunos, são muitos fatores que dizem se uma pessoa é boa ou não na área, mas acho que o fator PAIXÃO conta muito. Quem tem tesão no que faz, absorve o que a faculdade passa e corre atrás ainda mais do que lhe é passado, vai além dos limites. Os medíocres ficam só com aquilo e realmente apanham…
16 de abril de 2009 às 20:16
Eu achei uma porcaria o post, comeca dizendo que os caras la sao burros porque nao tem curso superior, depois diz q tem q fazer as coisas sem obrigacao, porque gosta. Nao foi o que Jobs e Gates fizeram??? o titulo do post eh so um chamariz sensacionalista. muito fraco. esse blog nao vai pros meus favoritos.
16 de abril de 2009 às 20:58
falso moralista
17 de abril de 2009 às 0:30
Concordo com o Leandro quando ele diz que o título do post vai atrair as pessoas a leitura do texto, concordo também que o assunto é muito interessante e que essa é uma questão que rende muita conversa, eu sou estudante de Design Gráfico e tenho muitos exemplos em minha área de pessoas que conquistam empregos em empresas grandes sem ter diploma, da mesma forma que conheço pessoas que só conseguiram um emprego bom por ter um diploma. É realmente um assunto que rende muita conversa. Eu fiz minha opção em estudar e seguir meus objetivos trilhando o caminho acadêmico, acredito que cada um tem que escolher o melhor pra si dentro da realidade em que vive.
O único ponto do texto que eu discordo, é o fato de ter chamado o Jobs e o Bill Gates de burros, por mais que a intenção tenha sido a de dar uma conotação jocosa eu achei desnecessário utilizar o termo. De qualquer forma, gostei da temática e dos comentários.
25 de abril de 2009 às 19:11
Muito bom! As faculdades viraram o fim (de dar lucros para elas) e não para gerar resultados para o país e para os alunos.