.  Paulino Michelazzo

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo CMS Expert e Escritor Técnico

Escritor por DNA, programador por opção e vivenciando a Internet desde 1995, é diretor da Fábrica Livre, empresa especializada em soluções para a Internet com ferramentas de gestão livres.

Arquivo da Categoria ‘Tecnologia’

O show da virada

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Gosto de ficar atento ao que acontece na virada de ano quando o assunto é tecnologia. Cada vez existe uma nova surpresa que rende sempre bons causos e neste mais uma vez não me decepcionei.

De um lado algo misterioso aconteceu. Muita gente no mundo todo comentou na Internet que seus tocadores de mp3 Zune, aquela coisa feia da Microsoft, simplesmente resolveram tirar férias e se juntaram todos numa verdadeira rave para comemorar o final de 2008. Resultado: meio dia de 31 de dezembro não tinha um funcionando.

Não se sabe que diacho foi o bug mas pelo menos a empresa foi complacente com os proprietários do gadget deixando o problema para as últimas doze horas do ano, momento que todo mundo já está pouco se lixando para tudo.

De outro lado, ficaram felizes os proprietários de iPhones 3G e infeliz a Apple que perdeu mais uma para a turma do neurônio. Depois de conseguirem burlar todas as travas já colocadas pela empresa nos aparelhos anteriores, o pessoal do iPhone-Dev soltou logo na virada o prometido hack para o 3G que permite a proprietários do aparelho (inclusive eu) usar SIM cards de qualquer operadora sem estar atrelado a planos draconianos.

Óbvio que dá um trabalho significativo colocar o código para funcionar pois além dele é necessária a instalação do Cydia, um jailbreaking para o aparelho mas que no final das contas vale a pena, principalmente quando o assunto é economizar alguns tostões nesta época de crise.

E o que vem em 2009?

Natal “phonado”

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Ao contrário da maior parte das pessoas (principalmente das moças) não tenho o lado consumista muito afiado. Não sou de acreditar em propagandas e tampouco sinto necessidade de ter alguma coisa só pelo prazer de ter. As poucas coisas que preciso são meus passaportes, uma mochila, um tocador de mp3 e um timberland no pé para poder caminhar pelo mundo.

Mas este ano resolvi me dar um presente de natal e dos bons. Comprei um iPhone! Pois é, quem diria, aquele que pouco consome se verga ante o ícone do pecado (será que é por isso que a logo da empresa é uma maçã?). Ao contrário que pode parecer, a aquisição não teve um apelo comercial mas sim o apelo do “tudo em um” que para mim é tão fundamental que reverencio os suíços pelos seus canivetes. Melhor que a Victorinox somente o iPhone mesmo.

Paixão no primeiro “slider”
Já tinha ouvido falar, já tinha pego um na mão mas ainda não tinha sentido todo o sabor do pecado. Hoje posso afirmar que o aparelhinho pode entrar na lista dos capitais e mudar o nome do famoso filme Seven para Eight. Ele é um verdadeiro pecado mesmo para aqueles que são fanáticos por soluções livres como eu devido as peripécias que são possíveis. Logo na ativação ele já sincronizou tudo o que eu precisava do meu iMac: agenda de compromissos, contatos, calendários, músicas, e-mails, etc, etc, etc.

Tá certo, tá certo, qualquer Nokia faz a mesma coisa. Desculpe-me mas eu também pensava assim até ver a coisa funcionando. O grande barato não é o sincronismo, mas sim a integração entre aplicativos, algo fundamental no mundo digital de hoje e que a Apple faz com primazia. Quando configurei o Gmail e o dito cujo mesclou os contatos com as pessoas que já tinha em minha agenda, quase caí da cadeira. Sensacional! E as senhas do micro? Todinhas no gadget em questão de segundos.

Isso sem falar nas quinquilharias possíveis de serem instaladas. Dei uma passeada na Apple Store para verificar o “quão macho” o aparelho era. Arrumei um terminal ssh e pimba!; lá estava eu acessando um dos servidores da empresa localizados nos EUA diretamente do telefone. Ainda não contente, arrumo um terminal para Windows e a mesma coisa: a tela de um servidor de um cliente diante de meus olhos com o cursor do mouse passeando com meus dedos.

Muito disso pode ser feito em outros aparelhos sem dúvida mas a facilidade no iPhone é algo assombroso. Como deixei de lado a masturbação tecnológica há algum tempo, hardware e software que não preciso saber nada sobre eles são o que considero como a melhor invenção humana.

Passeios pelo mundo
Outra coisa legal que encontrei com o aparelho é a comunidade em volta dele. São empresas, serviços e desenvolvedores que acreditam no aparelhinho mesmo que o Jobs não vá na Macworld este ano e nunca mais. Logo de cara enfiei a Wikipédia dentro dele, o Google Earth, um sistema de tracking de vôos e aviões (que até mostrou o caos da Gol em Cumbica e no Galeão) e um “descobridor” de hotéis próximos de minha localização. Todos estes aplicativos são gratuitos ou de custo irrisório (entre 0,99 e 2 dólares) que permitem que o iPhone eleve a palavra smartphone para geniusphone.

Claro que tudo isso tem um preço que chama-se “dragão da operadora”. Ao contrário de países onde existe concorrência, no Brasil é necessário se contentar com planos de acesso estúpidos e limitados cujo o verdadeiro plano é rapelar sua conta bancária (que também pode ser acessada via iPhone) principalmente porque ele come banda sem dó. Se não tomar cuidado, vende-se o aparelho para pagar a conta.

Mas nem tudo são flores
Minha primeira frustração foram os ringtones. A Apple não me deixa pegar uma peça de minha musicoteca e convertê-la para um ringtone exceto se a música foi comprada da loja deles. Claro que este “porém” foi rapidamente contornado com um tutorial achado na web mas poderia ser mais fácil ou mais coerente.

Também tem a palhaçada da trava que o aparelho possui para ser usado somente neste ou naquela operadora, uma afronta que será resolvida no próximo dia 31 quando um grupo de hackers vão colocar na Internet toda a receita de bolo para acabar com isso.

Valeu a pena?
Opa, pode ter certeza que sim. Já passei por smartphones Nokia, Samsung e Palm, já tive agenda eletrônica de tudo que é tipo e só faltou andar com o cinto do Batman de tanta coisa dependurada. Agora consigo ter acesso ao e-mail, redes sociais, mensagens instantâneas (esqueci, de dizer, acesso MSN, Gtalk, Skype, Yahoo e não sei mais o quê diretamente), web e tudo mais o que preciso em um único aparelho. Somente faltou poder colocar dois chips nele. Quando isso acontecer, estou no céu ;)

PS: este post ainda não foi feito via iPhone porque não tenho todo o traquejo necessário no teclado mas aguarde, dentro em breve, Liberdade sem libertinagem móvel!

Crackers decepam a Amazônia

domingo, 14 de dezembro de 2008

Passou ao largo da grande mídia a notícia: empresas contratam crackers para invadir sistema governamental e esquentar o transporte de madeira fruto de desmatamento na Amazônia. Script de filme? Que nada, é pura verdade.

Lá nos idos de 2006 o governo federal teve uma idéia genial; criar um sistema que gerenciasse toda a cadeia da madeira amazônica, desde o corte até a entrega, para coibir atos de desmatamento e limpar um pouco a barra do Ibama que, com sua já famosa ineficiência crônica, não tinha (e não tem) condições de fiscalizar nem se as privadas do órgão funcionam corretamente.

A idéia seria mesmo muito boa pois removeria a corrupção do sistema em papel, reduziria fraudes e ajudaria a frear, um pouco que fosse as clareiras que abrem-se todos os dias na selva. Mas (sempre tem um “mas”) a tecnologia usada no sistema é bugada, o projeto é bugado, cada um faz o que quer. Agora, dois anos depois, o Ministério Público do estado do Pará libera detalhes de como foram “esquentados” mais de 1.7 milhão de metros cúbicos de madeira com invasões no sistema da Secretaria de Meio Ambiente do estado, responsável pelo projeto no Pará.

Crackers contratados por madereiros e carvoarias no estado enfurnaram-se no sistema de gestão do fluxo da madeira e alteraram os dados das empresas (mais de 100), permitindo que cada uma delas transportasse mais do que a cota destinada. História que podemos ver em alguns filmes hollywoodianos mas que está acontecendo lá no norte do Brasil.

O mais interessante da coisa toda é que desde novembro de 2006 o Greenpeace já vem avisando sobre o lixo que é a ferramenta e ninguém tomou providências. Pior mesmo é ter que aceitar o fato que desde sua concepção o Sisflora (nome dado a aplicação) tem erros crassos de segurança que foram ignorados pela Tecnomapas, empresa responsável pelo elefante branco.

Deu no que deu. Cerca de 680 piscinas olímpicas de madeira roubada por empresas e vendidas no mercado internacional e no sudeste do país sem o mínimo controle possível. Para nós o que restou? Um buraco gigante na floresta, 202 indivíduos respondendo processo em liberdade (e com acesso a Internet para continaur as fraudes) e um Ministério Público que faz das tripas o coração para tentar frear esta chacina ambiental. Há, claro, também sobra a certeza que a língua de nossos governantes é tão grande quanto as árvores derrubadas na Amazônia, tão inofensiva quanto estas mesmas árvores e um enredo para um futuro filme de Hollywood: “Crackers Tree.

Obs: troquei a palavra “hackers” usada originalmente na notícia por “crackers” por motivos óbvios.

o GNU passa por cima da ponte?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pancadaria a vista! A Free Software Foundation iniciou ontem uma ação nos Estados Unidos contra a gigantesca Cisco por não liberar o código-fonte de vários de seus produtos que usam softwares licenciados sob GPL (General Public License) e LGPL (Less General Public License). Este é o primeiro grande embate da FSF contra uma empresa do porte da Cisco e que certamente promete render capítulos pitorescos, principalmente se o evangelizador-mor, Richard Stallman for chamado para falar no tribunal. Como já o conheço de longa data, já sei que irá ocorrer uma distribuição sistemática de tapa-ouvidos e prendendores de roupa em Nova York.

Pela ótica da licença, sim, a Cisco faz o que não deve. O software que está dentro de seus produtos e licenciado livremente deveria ter o código-fonte disponível. Mas existe um outro problema no meio do caminho: o juiz. Dependendo do humor do dito no dia do julgamento (ou ainda de acordo com o tamanho do bolo que tomar na noite anterior), a decisão poderá ser favorável a empresa, o que faltamente daria munição para outras cometerem o mesmo “deslize” e iniciar o processo de “dane-se, estou nem aí”.

Mas o medo maior não é este. O pior filme de terror é a Cisco usar o artifício do “cala-boca” com a FSF; quanto será que morre de verdinhas na ação? Será que aceita? Vai saber.

E você? O que acha? O GNU passa pela ponte ou ela quebra as pernas do quadrúpede?

Pouco alarde, boa eficiência

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos conta com os próprios usuários no auxílio à redução de criminalidade e vandalismo nos trens paulistanos. Como isso é feito? Por SMS. Envia-se para um número a denúncia e os agentes de segurança mais próximos (na estação ou no vagão) atendem a ocorrência. Pela reportagem, no primeiro mês de funcionamento, 54 mensagens foram enviadas para a central.

Estar conectado com a tecnologia é isso; soluções simples para problemas catatônicos, ao contrário de algumas empresas que ainda teimam com as duas pontas da corda: ou usam tecnologia demais e não sabem para quê usam ou não usam nada e ficam nos trilhos da história.

Agora só falta terminar de ligar as antenas de celular dentro dos túneis do metrô.

Conto do são busquinha

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Vou comprar uma briga aqui mas tudo bem. Minha vida sempre foi assim mesmo, então lá vai. Empresas que fazem “customização de search engine” são o engodo da vez. Ahhh, não falei? Pode descer o sarrafo. Mas antes de destilar sua bilis em cima de mim, leia o restante do post.

Agora virou moda no Brasil (lá fora já faz um tempo) as proliferação das empresas de “search engine optimization”, ou seja, aquelas (ou aqueles pois nem sempre são empresas) que fazem a otimização de websites para uma melhor posição nas ferramentas de busca (ou no linguajar coloquial, “ranqueamento”). A maioria deles pega o endereço do website do cliente e enfia de todas as maneiras possíveis e imagináveis dentro das ferramentas de busca. Algumas destas empresas chegam a afirmar que colocam em DEZ MIL ferramentas de busca diferentes (onde estão?) levando o coitado do proprietário do website a crer que está fazendo um bom negócio porque está na vitrine da Internet.

Sim, existem empresas sérias e pessoas sérias que fazem este serviço muito importante para muitos, mas a maioria é picaretagem pura. Por quê digo isso? Pelo simples fato que estas(es) prestadores de serviço não querem saber se você, tomador do serviço e que nada entende de tecnologia, tem um bom website ou ainda um website “indexável” que realmente vale a pena; simplesmente colocam a mão na grana, fazem um trabalho tosco e ainda ficam te entupindo de spam.

Ainda sou da época do boca-a-boca, do “contrato” de fio-de-bigode e também do bom serviço. Nada tira de minha cabeça que o melhor marketing é aquilo que você fez para outrem. Sempre que recebo um novo cliente, paro o que estiver fazendo para dar-lhe a devida atenção. Penso em seu projeto nos mínimos detalhes (inclusive para que seja bem indexado) e mantenho-o feliz. Contrato? Até tenho por questões necessárias para algumas empresas, mas ainda sou crente no ser-humano e mesmo tomando um tombo aqui e outro ali, não largo este jeito “estranho de ser”. A última deste jeito estranho foi tirar de um contrato uma cláusula que o cliente tinha colocado prevendo multas e juros se ele não pagasse no dia. Tirei fora. Não preciso disso.

De nosso lado, recebemos uma média de quatro questionamentos ou solicitações de orçamentos por semana, fruto do trabalho de “defesa civil” ou de “bombeiro” que executamos. Está com um problema? Resolvemos sem pestanejar. Esta prática nos deu alguma credibilidade e por estas e outras, ainda não fazemos campanhas em ferramentas de busca. Pregamos a qualidade ante o volume e com isso sempre estamos com a “agenda cheia”, fruto de bons trabalhos realizados e das indicações destes.

Mas o que isso tem a ver com o search engine?
Simples. Não adianta você pagar a quantia que for para uma empresa colocá-lo em primeiro numa ferramenta de busca se seu website é um lixo em todos os sentidos. Já cansei de ver ferramentas de grandes anunciantes torradores de centenas de reais mas que não gastam um níquel para arrumar ou melhorar o que for nela. Pior, o sistema de atendimento ao cliente é tão ruim, mas tão ruim que o usuário acaba deixando para lá a aquisição de um produto ou serviço.

Normalmente nestes websites são encontrados vários problemas que vão desde um simples botão que não funciona em um navegador “X” até mensagens sem pé nem cabeça; isso para não dizer os palavrões que programadores esquecem no código e vão parar na página principal (me lembro de um iMasters Intercom onde palestrei sobre erros na web e falando sobre a má navegabilidade de um website, os desenvolvedores que o fizeram estavam na platéia. Tomaram a coça ao vivo!).

Aí, quem chega diante de você? O turbinado “insider”. Aquele que coloca seu negócio (website) lá do lado da estação espacial internacional e quando você menos espera as ferramentas de análise de tráfego dizem que está recebendo visitas até de Marte!

Ora ora ora, empresas que dizem colocá-lo nas alturas independentemente do website que possui são, via de regra, as piores. Se fossem tão boas assim, elas estariam em primeiro no ranking e não você!

Para ser bem indexado é necessário muito mais que uma empresa cheia de estagiários (ou melhor, escraviários) que colocam seus links nas ferramentas. Precisa-se de um estudo que vai desde a forma como o conteúdo é apresentado no website, suas formas de distribuição, textos e até o design e suas cores. Mas acima de tudo é necessário suportar o que virá com este trabalho todo, ou seja, se a empresa não está preparada para receber questionamentos, solicitações e até mesmo críticas, não será o lugar mais alto do pódium que vai trazer retorno. Sem isso tudo, só rezando para o são busquinha dar uma ajuda.

Primeiro lugar? Até o “pé-de-chinelo” já esteve lá. Chegar é fácil. Se manter…

Onde está o programador?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ser empresário no Brasil é uma atividade tão impressionante quanto um malabarista do Cirque du Soleil. Além de fazer seu trabalho de gerar negócios e manter clientes, é obrigado a camelar para pagar impostos, taxas, propinas, almoços e outras coisas e enfrentar a burrocracia advinda do DNA podre de nossos “descobridores” que impera na terra brasilis.

E para a aquele que se aventura na selva do empresariado de TI existe uma nova atividade: a busca de profissionais programadores. Acredite, está em falta e em muita falta.

Muitos vão dizer que estou louco pois a quantidade de profissionais formados todos os anos pelas universidades e faculdades brasileiras é maior do que o mercado pode absorver. Esquece-se porém este que comenta desta forma que a maioria das instituições solta na selva gatinhos manhosos ao invés de verdadeiros tigres. O nível é tão baixo e tão ruim que a perplexidade toma conta das empresas que precisam de bons profissionais ao ponto de serem tomadas decisões drásticas como re-ensinar os que das faculdades sairam com tudo aquilo que elas não ensinaram (e que deviam) e pelo que foram pagas mas não entregaram.

Acreditando ser um problema meu e de minha empresa devido a especificidade do trabalho que realizamos, perguntei para alguns amigos, também micro-empresários, se eles sofriam do mesmo mal. Veio estampada na cara de cada um deles com um sorriso amarelo a resposta engraçada: “se fosse só você que sofre disso, estávamos bem”. Um deles, programador de código fino e bem feito, possui uma empresa onde estão cinco vagas abertas para profissionais ou estudantes de uma determinada linguagem. Outro, tão bom quanto, possui mais três. De meu lado, são nove postos abertos que não são preenchidos por falta de pessoas que possuam o mínimo de conhecimento. Uma lástima.

E o que falta?
Falta quem presta realmente. Questiono dezenas de pontos dos curricula das faculdades que são comuns à todas elas. Ensinam uma linguagem de programação ao invés de lógica ou algorítimos; ensinam um banco de dados de um grande player qualquer ao invés de SQL ANSI e modelagem; ensinam Windows ao invés de sistemas operacionais. Pior ainda é ler os curricula que recebemos. Nem mesmo o português escrito presta e se questionarmos algum conhecimento básico da língua franca mundial, be my guest, we’re fucked!

O lado pessoal ou social do candidato é algo indiscritível. A maioria não sabe onde fica a Índia e pensa que o Vale do Silício tem este nome porque produz silício. Em contrapartida a maioria conhece todas as marcas e modelos dos carrões da atualidade e até mesmo a cor da calcinha de uma cantora de sucesso. Tudo sabem, exceto aquilo que precisam saber para comprar o carrão que conhecem ou ainda para comprar o melhor ingresso existente daquela que escarafuncharam até as entranhas.

Empreendedorismo? Para quê? Somos uma nação de mão-de-obra escrava (olha o DNA aí), proletariada e que depende das migalhas do governo para se manter. Enquanto nos países desenvolvidos é ensinado desde a tenra idade como ser empreendedor até mesmo dentro de casa, aqui ensinamos o caminho das pedras para se tornar um funcionário público. Emprego “garantido” e pouco trabalho, além, claro, dos “benefícios” oferecidos.

Para nós que nos aventuramos em criar empresas, gerar riquezas e oferecer empregos, sobram várias vagas abertas por pura incapacidade daqueles que “querem” trabalhar. Afinal trabalhar mesmo não é com eles. É melhor ter a garantia do emprego público do que dar a cara a tapa no dia-a-dia. Pelo menos o peru bombado de natal está garantido.

OBS: àqueles que conhecem desenvolvimento de interfaces (XHTML, CSS e Javascript) e acreditam que o emprego público é falácia, mande um curriculum para nós pelo e-mail falecom@fabricalivre.com.br. Quem sabe não nos ajuda?

Celulares dedos-duros

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ainda não entendo porque as pessoas acreditam tanto na tecnologia. Estupidez? Ignorância? Ou simplesmente crença?

Caso 1: a mulher tira fotos peladona e manda para o marido via SMS. O maridão fica todo feliz e contente vendo a exuberância de sua mulher que esquece o aparelho numa lanchonete do Mc’Donalds. Resultado: pegam o celular e publicam as fotos na web obrigando o casal a se mudar de casa (será que era tão feia assim?).

Caso 2: maridão com seu iPhone tira suas fotos obscenas e envia para uma mulher. A titular, esposa do cara, pega o aparelho e dá uma checada na caixa de mensagens enviadas e encontra a foto com o destinatário. Questionando o marido, este culpa o aparelho por uma falha que teria anexado sozinho a imagem no correio e enviado para a reserva. Resultado: a titular está se separando.

Além destes casos, claro, existem outros interessantes. Mas o mais interessante é aquele que os arquivos “somem” de um minuto para outro do computador e a pessoa jura que não fez nada. No final das contas, não fez mesmo mas a plataforma de software é tão ruim que permite “seres estranhos” dentro da máquina que tem como finalidade desaparecer com arquivos. Culpa de quem? Da tecnologia? Claro que não. Culpa de quem acredita piamente nela. Armadilhas não faltam.

Menino(as), aprendam: foto comprometedora, mensagem ofensiva e arquivo sumido existem e um dia você pode ser vítima de um deles (ou dos três). Quer fazer bobagem, faça, mas não acredite na tecnologia. Ela vai te trair.


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