.  Paulino Michelazzo

Paulino Michelazzo
Paulino Michelazzo CMS Expert e Escritor Técnico

Escritor por DNA, programador por opção e vivenciando a Internet desde 1995, é diretor da Fábrica Livre, empresa especializada em soluções para a Internet com ferramentas de gestão livres.

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O fenômeno do marketing on-line

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ok, a família corinthiana está em festa. Depois de ver seu time no buraco da segunda divisão, dá a volta por cima e arremata o paulistão 2009 invicto, algo que não acontecia desde 1938. Mas o que tem a ver o Corinthians com o marketing? Tudo, acredite.

Primeiro, na queda para a segunda divisão, aproveitaram a fatídica “estada”, ganharam o campeonato e voltaram dizendo que até este título tinham na prateleira, uma sacada de marketing inteligente que se aproveitou da situação para engordar os cometários gratuitos sobre o time.

Mas a maior delas certamente foi trazer Ronaldo, o afamado fenômeno para dentro do clube. Meio em baixa, muitos acharam que era uma loucura desvairada trazer o jogador a peso de ouro (mais caro pelos quilos a mais) para que não fizesse nada ou pouco fizesse. Não importa realmente isso. Somente o nome do jogador dentro do time resultou num marketing gratuito espetacular para o clube, fosse em exposição da marca, fosse em comentários nos jornais, revistas, tv, rádio e Internet. Nem precisava jogar realmente. Se ficasse somente no banco já seria lucro para o time.

Algumas companhias são especialistas neste tipo de marketing. Uma das mais conhecidas é a Apple com seus mega-lançamentos de tempos em tempos. Com as nóias de Steve Jobs que esconde detalhes de novos produtos como os EUA vigiam suas fronteiras, a companhia lucra absurdamente com o marketing gratuito advindo de suas campanhas. Estima-se que o lançamento do iPod em 2001 rendeu algo em torno de 400 milhões de dólares sem que fosse mexida uma única palha. O mesmo caminho trilhou o Yahoo ano passado quando trocou sua home usando como anúncio que iria fazer um eclipse no Brasil. Obviamente uma piada mas que trouxe muito barulho para seu novo lançamento.

E no último final de semana me deparei com outra genialidade marqueteira. A companhia de seguros Mapfre lançou uma promoção fazendo analogia com aquele motorista denominado “barbeiro”. De muito bom gosto, a campanha leva o internauta a querer participar ou, no mínimo, conhecer o maior barbeiro do Brasil, trazendo inclusive o desejo de conhecer um pouco mais sobre a empresa, objetivo final do hotsite.

Com fenômenos ou não, a Internet permite que todo o tipo de idéia atinja o consumidor, bastando ter tanta genialidade quanto quem tem o dom da bola nos pés.

Conto do são busquinha

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Vou comprar uma briga aqui mas tudo bem. Minha vida sempre foi assim mesmo, então lá vai. Empresas que fazem “customização de search engine” são o engodo da vez. Ahhh, não falei? Pode descer o sarrafo. Mas antes de destilar sua bilis em cima de mim, leia o restante do post.

Agora virou moda no Brasil (lá fora já faz um tempo) as proliferação das empresas de “search engine optimization”, ou seja, aquelas (ou aqueles pois nem sempre são empresas) que fazem a otimização de websites para uma melhor posição nas ferramentas de busca (ou no linguajar coloquial, “ranqueamento”). A maioria deles pega o endereço do website do cliente e enfia de todas as maneiras possíveis e imagináveis dentro das ferramentas de busca. Algumas destas empresas chegam a afirmar que colocam em DEZ MIL ferramentas de busca diferentes (onde estão?) levando o coitado do proprietário do website a crer que está fazendo um bom negócio porque está na vitrine da Internet.

Sim, existem empresas sérias e pessoas sérias que fazem este serviço muito importante para muitos, mas a maioria é picaretagem pura. Por quê digo isso? Pelo simples fato que estas(es) prestadores de serviço não querem saber se você, tomador do serviço e que nada entende de tecnologia, tem um bom website ou ainda um website “indexável” que realmente vale a pena; simplesmente colocam a mão na grana, fazem um trabalho tosco e ainda ficam te entupindo de spam.

Ainda sou da época do boca-a-boca, do “contrato” de fio-de-bigode e também do bom serviço. Nada tira de minha cabeça que o melhor marketing é aquilo que você fez para outrem. Sempre que recebo um novo cliente, paro o que estiver fazendo para dar-lhe a devida atenção. Penso em seu projeto nos mínimos detalhes (inclusive para que seja bem indexado) e mantenho-o feliz. Contrato? Até tenho por questões necessárias para algumas empresas, mas ainda sou crente no ser-humano e mesmo tomando um tombo aqui e outro ali, não largo este jeito “estranho de ser”. A última deste jeito estranho foi tirar de um contrato uma cláusula que o cliente tinha colocado prevendo multas e juros se ele não pagasse no dia. Tirei fora. Não preciso disso.

De nosso lado, recebemos uma média de quatro questionamentos ou solicitações de orçamentos por semana, fruto do trabalho de “defesa civil” ou de “bombeiro” que executamos. Está com um problema? Resolvemos sem pestanejar. Esta prática nos deu alguma credibilidade e por estas e outras, ainda não fazemos campanhas em ferramentas de busca. Pregamos a qualidade ante o volume e com isso sempre estamos com a “agenda cheia”, fruto de bons trabalhos realizados e das indicações destes.

Mas o que isso tem a ver com o search engine?
Simples. Não adianta você pagar a quantia que for para uma empresa colocá-lo em primeiro numa ferramenta de busca se seu website é um lixo em todos os sentidos. Já cansei de ver ferramentas de grandes anunciantes torradores de centenas de reais mas que não gastam um níquel para arrumar ou melhorar o que for nela. Pior, o sistema de atendimento ao cliente é tão ruim, mas tão ruim que o usuário acaba deixando para lá a aquisição de um produto ou serviço.

Normalmente nestes websites são encontrados vários problemas que vão desde um simples botão que não funciona em um navegador “X” até mensagens sem pé nem cabeça; isso para não dizer os palavrões que programadores esquecem no código e vão parar na página principal (me lembro de um iMasters Intercom onde palestrei sobre erros na web e falando sobre a má navegabilidade de um website, os desenvolvedores que o fizeram estavam na platéia. Tomaram a coça ao vivo!).

Aí, quem chega diante de você? O turbinado “insider”. Aquele que coloca seu negócio (website) lá do lado da estação espacial internacional e quando você menos espera as ferramentas de análise de tráfego dizem que está recebendo visitas até de Marte!

Ora ora ora, empresas que dizem colocá-lo nas alturas independentemente do website que possui são, via de regra, as piores. Se fossem tão boas assim, elas estariam em primeiro no ranking e não você!

Para ser bem indexado é necessário muito mais que uma empresa cheia de estagiários (ou melhor, escraviários) que colocam seus links nas ferramentas. Precisa-se de um estudo que vai desde a forma como o conteúdo é apresentado no website, suas formas de distribuição, textos e até o design e suas cores. Mas acima de tudo é necessário suportar o que virá com este trabalho todo, ou seja, se a empresa não está preparada para receber questionamentos, solicitações e até mesmo críticas, não será o lugar mais alto do pódium que vai trazer retorno. Sem isso tudo, só rezando para o são busquinha dar uma ajuda.

Primeiro lugar? Até o “pé-de-chinelo” já esteve lá. Chegar é fácil. Se manter…


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