.  Stelleo Tolda

Stelleo Tolda
Stelleo Tolda Presidente do Mercado Livre

Presidente do MercadoLivre.com, responde pela gestão de mais de 300 funcionários nas principais áreas da empresa. É Bacharel e Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade de Stanford e MBA pela Graduate School of Business da Universidade de Stanford. Também é autor do MLOG.

9 de fevereiro de 2010

Uma das notícias de mais repercussão no mundo da tecnologia nas últimas semanas tem sido o lançamento do iPad, da Apple. As abordagens incluem desde as características técnicas do produto, discussão sobre o conceito e previsões sobre qual o seu impacto.

A discussão é pertinente, porque o avanço rápido da tecnologia tem levado a uma mudança de costumes e hábitos dos indivíduos. No entanto, mudar cultura leva tempo e esta evolução nem sempre acompanha a velocidade das inovações.

No caso de uma empresa web, ela não deve apenas se adaptar, mas estar a frente para suportar as demandas crescentes e oferecer novas propostas, indicando caminhos. A área de TI precisa criar processos eficientes para garantir rapidez dos processamentos, a usabilidade para os internautas, a segurança nas transações realizadas e o armazenamento correto das informações.

O conceito de nuvem não é novo. Muitas empresas ainda avaliam a pertinência de adotar este caminho e, assim, otimizar recursos. No MercadoLivre já estamos utilizando clouding computing e estudamos outras inovações que possam ajudar a tornar a plataforma cada vez mais simples, acessível e eficiente para as pessoas que a utilizam.

3 de fevereiro de 2010

Quando falamos sobre a Internet, um dos comentários mais freqüentes é sobre a sua capacidade de facilitar a interação entre as pessoas. Aborda-se o poder de ajudar a promover o relacionamento entre indivíduos, grupos, empresas e instituições, independentemente da distância.

Seguindo este raciocínio, a Internet também pode ser um canal para mobilizar pessoas. Melhor então que a mobilização seja para estimular a criação de uma rede em prol de causas relevantes.

Quando olhamos para a tragédia que ocorreu no Haiti, causada pela ação de terremotos de grandes proporções, emergem sentimentos diversos: comoção, impotência, vontade de contribuir, dúvidas sobre como ajudar.

Tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho da Care, uma organização não-governamental Internacional que atua em 72 países com a missão de combater a pobreza.

A Care Brasil está realizando uma campanha de doações para intensificar o trabalho que vem realizando no Haiti. A ajuda humanitária inclui distribuição de alimentos, sachês de purificação de água, colchonetes e kits de higiene.

Entendemos que a comunidade de Internet não está indiferente às notícias. Consideramos importante nos integrar à rede de solidariedade e promover ações direcionadas para ajudar no socorro às vítimas e reconstrução do país. Isto vai além de responsabilidade social. Compreende um exercício de cidadania.

Para fazer parte dessa grande rede de solidariedade: http://www.mercadolivre.com/ajudahaiti.

14 de dezembro de 2009

É muito bem-vinda a notícia de que o governo federal quer manter o crescimento econômico no país e está tomando medidas concretas nesta direção. As medidas anunciadas em Brasília demonstram  um entendimento sobre como funciona a lógica do mercado.

Ao reduzir a carga tributária, estimula-se a produção. E o que inicialmente representa uma queda da arrecadação, torna-se combustível para o desenvolvimento e maior volume de vendas. Consequentemente, aumento da receita tributária. Parece simples, mas esta não é uma prática comum nas administrações públicas no Brasil.

Algumas das ações nos chamam a atenção. Por exemplo, estender até 2014 a isenção de PIS/Confins para a venda de computadores no varejo, além da redução de tributos para compra de computadores em escolas públicas até 2010, incentivando a inclusão digital.

Vamos considerar também a nova linha de crédito do BNDES de até R$ 80 bilhões.

Ações desta natureza tornam mais concretas as possibilidades de elevar o Brasil ao terceiro lugar no ranking mundial dos maiores mercados de computadores do mundo, conforme comentei no último post.

Melhor seria se cada vez mais governos, em suas diversas instâncias no País, também tivessem essa visão. Em vez de adotarem a estratégia ineficiente de submeter os empreendedores e suas empresas a expedientes até mesmo inconstitucionais para aumentar a arrecadação e, assim, apaziguar suas necessidades emergenciais de encher os cofres  públicos.

3 de dezembro de 2009

O mercado brasileiro traz um cenário promissor para 2010. O país já ocupa a quinta colocação no ranking dos maiores mercados de computadores do mundo e a perspectiva é a de assumir a terceira posição no próximo ano. As projeções são da Intel, que já prevê aumento de seus investimentos para os próximos 12 meses.

As estimativas otimistas estão baseadas no bom desempenho do mercado em 2009 e em fatores como o programa do governo para expansão da banda larga a quase 80% dos municípios brasileiros. Deve-se considerar também as facilidades de crédito e, o mais importante, a mudança de hábito das pessoas.

Sim, porque a decisão de onde investir o dinheiro é de cada indivíduo ou família. Em meio a tantos itens de consumo disponíveis, as pessoas estão optando por ter um computador em casa. Ou seja, elas estão enxergando cada vez mais valor nesta tecnologia.

A percepção faz sentido. O equipamento é uma ferramenta que dá acesso. Conecta cada residência à internet e, consequentemente, a um mundo de informações, educação, conhecimento, comércio, trabalho, relacionamento. Dá ao indivíduo uma interação no qual ele deixa de ser um expectador passivo e ganha o status de ter voz e possibilidade de interação.

Fazer parte, sentir-se integrado, é uma aspiração do ser humano. Quando a tecnologia vem ao encontro das necessidades básicas do indivíduo, ela ganha seu real sentido e sua tendência é de crescimento e consolidação.

Veja mais na web: - Mercado de PCs no Brasil deve retomar crescimento em 2010 ; - Presidente da Intel Brasil prevê forte retomada em 2010

26 de novembro de 2009

A liberdade de expressão é um direito do indivíduo nos regimes democráticos. Na internet, a orientação deve ser a mesma. No entanto, a discussão é se a web oferece condições tais que necessitem de tutela e/ou regulamentação.

Por exemplo, de repente você descobre que existe outra pessoa se passando por você, respondendo por você, conversando por você. Você se torna o personagem principal de uma história criada por outro, sem sua permissão ou participação.

Não é novidade que identidades falsas podem ser criadas no mundo off line. No ambiente virtual também há o risco de usuários agirem de má fé, sem considerar valores e princípios. Todos conhecem histórias de celebridades e mesmo de pessoas comuns vítimas de perfis falsos e ações indevidas. Recentemente, Rubens Barrichello venceu em 1ª instância o direito de serem removidos da rede social perfis falsos e comunidades ofensivas ao piloto.

A orientação sobre o que fazer, tanto para usuários quanto para empresas atuantes na web, está em discussão no Marco Civil da Internet. É importante a elaboração de uma lei transparente e eficaz. A discussão deve envolver questões como apropriação indevida de identidade, de marcas, de direitos autorais e quais as responsabilidades de cada um, internauta, empresas e autoridades.

A seriedade da discussão vai além do “tirar ou não” o conteúdo do ar. Compreende a pertinência, ou não, de exercer um controle preventivo ou monitoramento sobre o conteúdo das páginas. Isso pode ser uma afronta à democracia e trazer à tona discussões sobre censura prévia.

Lembremos que os ambientes web não são responsáveis pelo conteúdo produzido pelos seus usuários, respeitando assim a liberdade de expressão, o direito à comunicação e o direito à informação. Mas devem ser observados princípios de ética e integridade para que a internet seja um ambiente saudável para todos.

Leia mais na web:

Marco Civil da Internet – Liberdade de Expressão na Internet

20 de novembro de 2009

Muito se fala sobre inclusão digital e Web 2.0, termo utilizado para o famoso “faça você mesmo” na rede, ou seja, todas as pessoas podem ser colaboradoras no ambiente web. A idéia é tornar o mundo on-line mais dinâmico e com o conteúdo construído a partir da colaboração dos internautas.

Porém, ainda existem no Brasil 94,2% de indivíduos que não conseguem assistir a vídeos no YouTube, nem conectar ao MSN. Quanto mais usá-los simultaneamente.

Muitos são insistentes. Mesmo sem contar com a banda larga, são usuários das ferramentas das redes e, provavelmente passam horas e horas na frente do computador – com os dedos cruzados para que não haja queda na conexão – esperando a conclusão do download de um aplicativo ou  de um programa relativamente simples.

Por isso, há muita expectativa em torno do Plano Nacional de Banda Larga. O objetivo é tornar a rede mais acessível e rápida a quase 80% dos municípios no País. É papel do Governo facilitar o acesso por meio das conexões coletivas, mas é difícil imaginar a implementação de um plano desta proporção sem a participação da iniciativa privada.

Segundo fontes federais, será necessário incentivar a concorrência entre as empresas fornecedoras do serviço. Afinal,  a intenção do governo é ampliar o volume de acessos à Internet rápida de 15 milhões para 165 milhões até 2018.

Fontes:  Caderno LINK – Jornal O Estado de São Paulo; Portal G1; Convergência Digital

4 de novembro de 2009

O Brasil demonstra maturidade ao lançar a consulta pública pela internet, com o objetivo de elaborar uma legislação que dará início ao marco civil referente aos direitos e deveres na web. São três eixos de discussão: os direitos individuais e coletivos, a responsabilidade dos atores e as diretrizes governamentais.

Abrir para o debate é certamente uma forma democrática, bem ao estilo do mundo web, de permitir a participação da sociedade na construção do projeto de lei. Uma questão crucial é criar um regime de responsabilidade compatível com a dinâmica do mundo digital, onde predomina um ambiente de colaboração.

Precisa ser estabelecido, por exemplo, qual o regime a ser aplicado sobre as empresas que prestam serviços de acesso ou atuam na rede. A falta de normas que regulamentem o setor gera dúvidas e controvérsias sobre quais são os direitos e deveres das empresas e dos internautas. Além de deixar as autoridades sem diretrizes para atuação.

A definição de regras claras é essencial para o desenvolvimento consistente da internet brasileira e a discussão é muito bem-vinda. Vale aqui ressaltar que os Estados Unidos e países da Europa já discutiram o tema e há um consenso sobre alguns aspectos, como os relativos à privacidade, guarda de logs de acesso e limite de responsabilidade.

O texto-base no Brasil foi elaborado pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas/RJ. Está disponível o site www.culturadigital.br/marcocivil e a sociedade poderá acompanhar as discussões também pelo Twitter no www.twitter.com/marcocivil.

O que se espera, ao final, é que as discussões levem a um projeto de lei coerente com as características do ambiente web, com bom senso e oportunidades para todos.

30 de outubro de 2009

Li um artigo no M&M Online que só reforça o que eu penso do mix de comunicação que as organizações deveriam se valer. Uma pesquisa – The Influenced: Social Media, Search and the Interplay of Consideration and Consumption – conduzida pela comScore, GroupM e M80 apontou que o internauta lembra mais das marcas se vir uma combinação de anúncios pagos em buscas com os meios de comunicação tradicionais.

O estudo revelou que quase metade (45%) dos internautas são influenciados pela marca quando são atingidos somente por anúncios pagos em busca. Outro dado considerável é que 64% dos participantes afirmaram que a marca fica realmente na “mente” quando existe a combinação dos anúncios pagos em busca com informações nas mídias sociais. E o dado que confirma o que pensamos sobre o uso do mix de comunicação: 77% dos respondentes se consideram mais impactados quando se mesclam os anúncios pagos com informações diretas da marca na mídia social.

A conclusão parece bastante lógica. O efeito combinado de anunciar em várias formatos de mídia dá melhores resultados. É o que pregam as “bíblias” do marketing, não?

Veja mais na web

Estudo confirma que combinação é a melhor opção (Fonte M&M Online)

28 de outubro de 2009

As redes sociais online são a grande vedete da rede para a maioria dos internautas. Trata-se de relacionamento, contato, diálogo, aproximação.

Por essa exposição toda e pela facilidade de se entender o que se pensa sobre a organização, seus produtos, serviços e atendimento, as empresas vêem nas redes sociais uma oportunidade. Sites de relacionamento, de publicação de mensagens como o Twitter e os blogs são alguns exemplos.

Um artigo no site Computer World acredita que embora tais sistemas permitam o contato entre organizações e suas audiências, o problema está na tecnologia que impede que ações mais ousadas e estratégicas sejam feitas pelas marcas. Por outro lado, há a barreira do medo do contato com o consumidor final a ser vencida pelas próprias organizações.

Há quem acredite que as ferramentas interativas gratuitas possam ser usadas pelas organizações em um primeiro momento, mas que conforme evoluírem o conceito, a tendência é que migrem para redes sociais proprietárias ou para soluções mais avançadas e maduras, como o Yammer, aplicativo similar ao Twitter, mas direcionado para as organizações e seus públicos internos.

Não sei se partilho neste momento desta opinião de que as organizações mais maduras devam necessariamente oferecer iniciativas próprias de mídias sociais. Acredito que as organizações devam estar onde estão seus clientes. E se eles estão nas ferramentas gratuitas por que não tecer uma estratégia de mídias sociais?

Veja mais na web

Redes sociais: um longo caminho até as empresas (Fonte Computer World)

27 de outubro de 2009

A Pepsi tem uma verba “gorda” destinada à comunicação, porém, pouco deste montante era destinado à comunicação digital, principalmente à mídia social até meados de 2008.

Em outubro de 2008, a companhia criou o cargo de diretor de mídias sociais, ocupado por Borin Bough. Após esse novo papel dentro da empresa, um terço da sua verba total de comunicação passou para o mundo digital.

Ainda assim, embora os valores sejam consideráveis, só colocar dinheiro não quer dizer que o trabalho é bem feito. A Pepsi acaba de meter os pés pelas mãos com o caso de um aplicativo para o iPhone com idéias para cantadas machistas que foi considerado discriminatório e ofensivo: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&source=hp&q=pepsi+iphone+app&btnG=Pesquisa+Google&meta=&aq=f&oq=. A empresa categorizava as mulheres em 24 tipos e depois cruzava informações dos smartphones da Apple com dados pessoais e “decidia” qual seria o modelo ideal.

As grandes marcas assim como as menores estão vivendo um período de experimentação em relação à comunicação, sobretudo àquela que envolve a comunicação digital. Mas, estereótipos, reducionismos ou tentativas de enquadrar as pessoas em perfis rígidos definitivamente não são a saída.

Veja mais na web

Pepsi e o comércio digital (Fonte O Barriga Verde)


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