.  Stelleo Tolda

Stelleo Tolda
Stelleo Tolda Presidente do Mercado Livre

Presidente do MercadoLivre.com, responde pela gestão de mais de 300 funcionários nas principais áreas da empresa. É Bacharel e Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade de Stanford e MBA pela Graduate School of Business da Universidade de Stanford. Também é autor do MLOG.

20 de novembro de 2009

Muito se fala sobre inclusão digital e Web 2.0, termo utilizado para o famoso “faça você mesmo” na rede, ou seja, todas as pessoas podem ser colaboradoras no ambiente web. A idéia é tornar o mundo on-line mais dinâmico e com o conteúdo construído a partir da colaboração dos internautas.

Porém, ainda existem no Brasil 94,2% de indivíduos que não conseguem assistir a vídeos no YouTube, nem conectar ao MSN. Quanto mais usá-los simultaneamente.

Muitos são insistentes. Mesmo sem contar com a banda larga, são usuários das ferramentas das redes e, provavelmente passam horas e horas na frente do computador – com os dedos cruzados para que não haja queda na conexão – esperando a conclusão do download de um aplicativo ou  de um programa relativamente simples.

Por isso, há muita expectativa em torno do Plano Nacional de Banda Larga. O objetivo é tornar a rede mais acessível e rápida a quase 80% dos municípios no País. É papel do Governo facilitar o acesso por meio das conexões coletivas, mas é difícil imaginar a implementação de um plano desta proporção sem a participação da iniciativa privada.

Segundo fontes federais, será necessário incentivar a concorrência entre as empresas fornecedoras do serviço. Afinal,  a intenção do governo é ampliar o volume de acessos à Internet rápida de 15 milhões para 165 milhões até 2018.

Fontes:  Caderno LINK – Jornal O Estado de São Paulo; Portal G1; Convergência Digital

4 de novembro de 2009

O Brasil demonstra maturidade ao lançar a consulta pública pela internet, com o objetivo de elaborar uma legislação que dará início ao marco civil referente aos direitos e deveres na web. São três eixos de discussão: os direitos individuais e coletivos, a responsabilidade dos atores e as diretrizes governamentais.

Abrir para o debate é certamente uma forma democrática, bem ao estilo do mundo web, de permitir a participação da sociedade na construção do projeto de lei. Uma questão crucial é criar um regime de responsabilidade compatível com a dinâmica do mundo digital, onde predomina um ambiente de colaboração.

Precisa ser estabelecido, por exemplo, qual o regime a ser aplicado sobre as empresas que prestam serviços de acesso ou atuam na rede. A falta de normas que regulamentem o setor gera dúvidas e controvérsias sobre quais são os direitos e deveres das empresas e dos internautas. Além de deixar as autoridades sem diretrizes para atuação.

A definição de regras claras é essencial para o desenvolvimento consistente da internet brasileira e a discussão é muito bem-vinda. Vale aqui ressaltar que os Estados Unidos e países da Europa já discutiram o tema e há um consenso sobre alguns aspectos, como os relativos à privacidade, guarda de logs de acesso e limite de responsabilidade.

O texto-base no Brasil foi elaborado pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas/RJ. Está disponível o site www.culturadigital.br/marcocivil e a sociedade poderá acompanhar as discussões também pelo Twitter no www.twitter.com/marcocivil.

O que se espera, ao final, é que as discussões levem a um projeto de lei coerente com as características do ambiente web, com bom senso e oportunidades para todos.

30 de outubro de 2009

Li um artigo no M&M Online que só reforça o que eu penso do mix de comunicação que as organizações deveriam se valer. Uma pesquisa – The Influenced: Social Media, Search and the Interplay of Consideration and Consumption – conduzida pela comScore, GroupM e M80 apontou que o internauta lembra mais das marcas se vir uma combinação de anúncios pagos em buscas com os meios de comunicação tradicionais.

O estudo revelou que quase metade (45%) dos internautas são influenciados pela marca quando são atingidos somente por anúncios pagos em busca. Outro dado considerável é que 64% dos participantes afirmaram que a marca fica realmente na “mente” quando existe a combinação dos anúncios pagos em busca com informações nas mídias sociais. E o dado que confirma o que pensamos sobre o uso do mix de comunicação: 77% dos respondentes se consideram mais impactados quando se mesclam os anúncios pagos com informações diretas da marca na mídia social.

A conclusão parece bastante lógica. O efeito combinado de anunciar em várias formatos de mídia dá melhores resultados. É o que pregam as “bíblias” do marketing, não?

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Estudo confirma que combinação é a melhor opção (Fonte M&M Online)

28 de outubro de 2009

As redes sociais online são a grande vedete da rede para a maioria dos internautas. Trata-se de relacionamento, contato, diálogo, aproximação.

Por essa exposição toda e pela facilidade de se entender o que se pensa sobre a organização, seus produtos, serviços e atendimento, as empresas vêem nas redes sociais uma oportunidade. Sites de relacionamento, de publicação de mensagens como o Twitter e os blogs são alguns exemplos.

Um artigo no site Computer World acredita que embora tais sistemas permitam o contato entre organizações e suas audiências, o problema está na tecnologia que impede que ações mais ousadas e estratégicas sejam feitas pelas marcas. Por outro lado, há a barreira do medo do contato com o consumidor final a ser vencida pelas próprias organizações.

Há quem acredite que as ferramentas interativas gratuitas possam ser usadas pelas organizações em um primeiro momento, mas que conforme evoluírem o conceito, a tendência é que migrem para redes sociais proprietárias ou para soluções mais avançadas e maduras, como o Yammer, aplicativo similar ao Twitter, mas direcionado para as organizações e seus públicos internos.

Não sei se partilho neste momento desta opinião de que as organizações mais maduras devam necessariamente oferecer iniciativas próprias de mídias sociais. Acredito que as organizações devam estar onde estão seus clientes. E se eles estão nas ferramentas gratuitas por que não tecer uma estratégia de mídias sociais?

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Redes sociais: um longo caminho até as empresas (Fonte Computer World)

27 de outubro de 2009

A Pepsi tem uma verba “gorda” destinada à comunicação, porém, pouco deste montante era destinado à comunicação digital, principalmente à mídia social até meados de 2008.

Em outubro de 2008, a companhia criou o cargo de diretor de mídias sociais, ocupado por Borin Bough. Após esse novo papel dentro da empresa, um terço da sua verba total de comunicação passou para o mundo digital.

Ainda assim, embora os valores sejam consideráveis, só colocar dinheiro não quer dizer que o trabalho é bem feito. A Pepsi acaba de meter os pés pelas mãos com o caso de um aplicativo para o iPhone com idéias para cantadas machistas que foi considerado discriminatório e ofensivo: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&source=hp&q=pepsi+iphone+app&btnG=Pesquisa+Google&meta=&aq=f&oq=. A empresa categorizava as mulheres em 24 tipos e depois cruzava informações dos smartphones da Apple com dados pessoais e “decidia” qual seria o modelo ideal.

As grandes marcas assim como as menores estão vivendo um período de experimentação em relação à comunicação, sobretudo àquela que envolve a comunicação digital. Mas, estereótipos, reducionismos ou tentativas de enquadrar as pessoas em perfis rígidos definitivamente não são a saída.

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Pepsi e o comércio digital (Fonte O Barriga Verde)

22 de outubro de 2009

A organização que regula as relações de comércio dos Estados Unidos, a Federal Trade Comission, estabeleceu para os blogueiros que estes precisam declarar qualquer conexão (pagamento de dinheiro ou doação de produtos) com qualquer anunciante.

A proposição do FTC interfere diretamente na relação entre marcas e os endosers, os influenciadores da web que fazem críticas e recomendações a produtos e serviços de determinado anunciante.

O blogueiro ou influenciador da rede deve afirmar que tem o apoio da marca, sob pena de ser acusado de prestar falso testemunho e pagar multa de US$ 11 mil.

Como se trata de uma decisão polêmica e de difícil controle, o FTC apresentou cenários, como por exemplo o de um estudante que mantém um blog sobre suas experiências com jogos: se receber um console, deve evidenciar que o recebeu sem custo…

Acredito que a decisão ainda vá gerar “pano para manga”, mas vai na direção certa de mais transparência e isenção. Ponto para a audiência.

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Blogueiros precisam declarar apoio de anunciantes (Fonte M&M Online)

19 de outubro de 2009

Embora haja críticas em torno da iniciativa, o governo pretende criar um marco regulatório civil para a internet que contemplará questões como a responsabilidade civil de provedores e usuários, a privacidade dos dados, a neutralidade da rede (vedação de discriminação ou filtragem de conteúdo, seja política, seja econômica, seja jurídica) e os direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão.

A idéia é lançar um blog com esses temas no final do mês de outubro que ficará aberto a comentários por 45 dias sobre o que deverá ou não ser regulado e como.

O objetivo é manter o dinamismo da rede e regular questões delicadas e polêmicas que ainda não dispõe de regras.

O marco prevê a regulamentação de armazenagem das informações por parte dos servidores, venda de dados, repasse às autoridades, critérios, responsabilidade sob o conteúdo de terceiros etc.

Para ler sobre o marco, acesse: http://www.puccamp.br/servicos/detalhe.asp?id=47793.

É importante para empresas e usuários de internet que o Governo esteja abrindo um espaço para que a sociedade se manifeste. É a chance de criticar, opinar e não ficar apenas no mundo das idéias.

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Governo prepara estatuto para internet (Fonte Folha de SP)

16 de outubro de 2009

Depois de TV Globo e Folha de SP restringirem o uso das mídias sociais aos seus funcionários, foi a vez de o periódico Washington Post fazer o mesmo.

O Washington Post solicita aos seus jornalistas que tenham cuidado em não publicar nada que possa ser interpretado de maneira a afetar a objetividade. Ou seja, conteúdos ligados à política, preconceitos em relação a sexo ou raça e mesmo a adição de amigos nos sites de relacionamento e nos microblogs foi observada no documento.

A política alerta também para que o jornalista não se envolva com nenhum grupo dedicado à defesa de interesses relacionados aos assuntos que acompanham profissionalmente, exceção feita se o editor autorizar.

As fronteiras entre o pessoal e o institucional estão cada vez mais apagadas. Sendo assim, é preciso disciplinar melhor o uso das mídias sociais para evitar confusões. É um movimento que se viu por aqui também em grandes grupos de mídia (Globo, FSP). No entanto, o cuidado pedido pelo WP parece estar relacionado a possíveis violações éticas e à perda da objetividade para exercício da profissão. No Brasil, a preocupação parece estar relacionada com a segurança e com a preservação do conteúdo original.

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E o Washington Post pede aos repórteres cuidado no uso da mídia social (Fonte BlueBus)

14 de outubro de 2009

Dados do Sebrae apontam que 98% das 5,1 milhões de organizações brasileiras se encaixam na categoria de micro e pequenas empresas (MPEs) e movimentam cerca de 20% do PIB nacional.

Destas, 70% tem acesso à web, porém usam a rede para envio de e-mails, consulta de preços, serviços bancários e compra de mercadorias.

Ainda há um campo de atuação grande para elas na rede: interagir com seus clientes.

André Fernandes, em artigo no site Nós da Comunicação, divulga alguns outros números em relação às MPEs: apenas 18% possuem sites próprios e 14% têm lojas virtuais.

Embora a crença de que ações online sejam mais baratas, elas não fazem parte massiva da realidade das MPEs.

André ainda lista dez dicas para que as MPEs se engajem com seus públicos:

1. Expanda sua consciência: estude iniciativas/projetos de sucesso.

2. Converse com jovens nascidos na era digital: trocar ideias com quem vive diariamente a web 2.0 traz ótimas lições.

3. Comece a usar as ferramentas da web 2.0: escreva um blog, poste vídeos no YouTube e fotos no Flickr, aprenda a usar o Twitter.

4. Fique de olho no comportamento de seu setor de negócios no mundo digital.

5. Reúna sua equipe e faça uma lista de possíveis formas de usar a web 2.0 em seu negócio. Premie as melhores ideias.

6. Reexamine seus objetivos.

7. Crie estratégia própria para web 2.0, pense em seu marketing.

8. Busque sua palavra-chave: seja autêntico, seja o melhor “você” possível.

9. Perca o medo de errar: aja! Mexa-se agora. Teste. Fracasse. Aprenda. Adapte-se. Repita.

10. Não se esqueça da paixão: ela é o melhor termômetro quando se está no caminho do sucesso.

As ferramentas disponíveis na internet, principalmente as que possibilitam a interação, são alavancas de negócios para as pequenas empresas. Quem souber usá-las de forma eficaz levará grande vantagem sobre a concorrência.

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André Fernandes destaca a importância da web 2.0 no negócio das MPEs (Fonte Nós da Comunicação)

9 de outubro de 2009

A Nielsen divulgou um estudo afirmando que embora as redes sociais sirvam à comunicação pessoal, os mais engajados usuários passam mais tempo lendo e escrevendo e-mails do que aqueles que não as utilizam.

Há quem pensava que quem usasse mais fortemente as redes sociais minimizaria o uso dos e-mails. No entanto, esta afirmação não se comprovou.

A pesquisa da Nielsen foi feita em uma população online dividida em quatro grupos de acordo com o consumo de mídia social e o tempo de utilização de e-mail de cada um, pelo período de um ano, para depois compará-los com usuários que não o fazem.

Acredita-se que os heavy users das redes sociais recebam atualizações das redes sociais por e-mail o que faz com que tenham que olhar suas caixas de entrada. Além disso, os pesquisadores apostam que as conexões nas redes sociais online se estendam para o e-mail, telefone e por fim, aos encontros presenciais.

Não é de se espantar que os mais ativos usuários das redes sociais usem todas as ferramentas possíveis de comunicação, ainda que estas incluam o simples e-mail!

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Fãs de redes sociais são os que mais usam e-mail para se comunicar (Fonte Geek.com.br)


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