A web acaba com a história?
Serei contra ao que vou relatar aqui: uma matéria da agência Reuters alerta para o sumiço de arquivos de jornais antigos até então disponíveis na rede.
Isso ocorreu porque a PaperofRecord.com, uma coleção de mais de 20 milhões de páginas de jornais, se fundiu ao Google News Archive.
O problema é que, dizem estudiosos, o Google encontrou dificuldades para reformatar as imagens dos jornais e adquirir os direitos de apresentação do conteúdo de publicações mais antigas, o que as teria tirado do ar. A crítica da matéria da Reuters é que a web seria ineficiente para a preservação histórica, pois removeria arquivos supostamente de interesse público. Até aí, o problema é de direitos autorais e não da rede em si.
O artigo levanta a possibilidade também de que crises empresariais sumam dos arquivos por arbítrio das organizações prejudicadas. Mas, pergunto: e as matérias que saíram em jornais, revistas, sites, portais, blogs, comunidades, listas de discussão, em rádios e em matérias televisivas? Como elas tomariam todas o mesmo sumiço?
Apesar de as empresas poderem gerir seus conteúdos com SEM e SEO, não há modo de apagar certos percalços, há sim como minimizá-los, mas aí a questão é de filtros e seleções de conteúdo e não da web…certo?
Portanto, a web não acaba com a história, a meu ver ela ajuda a arquivar, a deixar pública, a ser um conteúdo passível de busca e não o contrário.
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