.  Stelleo Tolda

Stelleo Tolda
Stelleo Tolda Presidente do Mercado Livre

Presidente do MercadoLivre.com, responde pela gestão de mais de 300 funcionários nas principais áreas da empresa. É Bacharel e Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade de Stanford e MBA pela Graduate School of Business da Universidade de Stanford. Também é autor do MLOG.

Arquivo da Categoria ‘Comércio Eletrônico’

Web 2.0: alavanca para os pequenos negócios

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dados do Sebrae apontam que 98% das 5,1 milhões de organizações brasileiras se encaixam na categoria de micro e pequenas empresas (MPEs) e movimentam cerca de 20% do PIB nacional.

Destas, 70% tem acesso à web, porém usam a rede para envio de e-mails, consulta de preços, serviços bancários e compra de mercadorias.

Ainda há um campo de atuação grande para elas na rede: interagir com seus clientes.

André Fernandes, em artigo no site Nós da Comunicação, divulga alguns outros números em relação às MPEs: apenas 18% possuem sites próprios e 14% têm lojas virtuais.

Embora a crença de que ações online sejam mais baratas, elas não fazem parte massiva da realidade das MPEs.

André ainda lista dez dicas para que as MPEs se engajem com seus públicos:

1. Expanda sua consciência: estude iniciativas/projetos de sucesso.

2. Converse com jovens nascidos na era digital: trocar ideias com quem vive diariamente a web 2.0 traz ótimas lições.

3. Comece a usar as ferramentas da web 2.0: escreva um blog, poste vídeos no YouTube e fotos no Flickr, aprenda a usar o Twitter.

4. Fique de olho no comportamento de seu setor de negócios no mundo digital.

5. Reúna sua equipe e faça uma lista de possíveis formas de usar a web 2.0 em seu negócio. Premie as melhores ideias.

6. Reexamine seus objetivos.

7. Crie estratégia própria para web 2.0, pense em seu marketing.

8. Busque sua palavra-chave: seja autêntico, seja o melhor “você” possível.

9. Perca o medo de errar: aja! Mexa-se agora. Teste. Fracasse. Aprenda. Adapte-se. Repita.

10. Não se esqueça da paixão: ela é o melhor termômetro quando se está no caminho do sucesso.

As ferramentas disponíveis na internet, principalmente as que possibilitam a interação, são alavancas de negócios para as pequenas empresas. Quem souber usá-las de forma eficaz levará grande vantagem sobre a concorrência.

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André Fernandes destaca a importância da web 2.0 no negócio das MPEs (Fonte Nós da Comunicação)

Consumidor exigente

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um estudo sobre o novo consumidor, divulgado em setembro, pelas consultorias Gouveia de Souza (GS&MD) e pelo grupo Ebeltoft, com 5500 internautas de onze países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal, Reino Unido e Romênia), apontou que os internautas da Austrália, do Brasil e do Reino Unido são os que mais comparam preços online.

No Brasil, 73% dos internautas realizam essa prática. Para se ter uma idéia, a média mundial é de 52%.

Outro dado interessante é a adesão dos entrevistados em relação ao comércio eletrônico (92% compram online), mais uma vez acima da média mundial de 86%.

Os coordenadores da pesquisa acreditam que o brasileiro é mais propenso aos canais digitais por teremos consumidores multicanais, o que representa, por outro lado, enormes desafios para agências e organizações.

Quando as lojas preferidas do consumidor não vendem online, os internautas brasileiros se mostram os mais desapontados com 53%. Como base de comparação, apenas 17% dos dinamarqueses se mostram descontentes com isso.

O estudo ainda faz uma previsão: o comércio em múltiplos canais tende a explodir no Brasil de dois a três anos. Ou seja, não bastam lojas físicas, os consumidores querem comprar de onde lhes for mais conveniente.

A pesquisa nos abre um enorme horizonte de atuação, sobretudo no meio online, onde as pessoas ganham cada vez mais confiança e sofisticação diante do comércio eletrônico.

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Na web, consumidor brasileiro está entre os mais exigentes do mundo (Fonte IDGNow)

Lições do CEO da Zappos

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Recentemente, o CEO da Zappos, Tony Hsieh, uma das maiores lojas online de sapatos do mundo, esteve no Brasil no Digital Age 2.0, um evento de comunicação digital.

Em sua apresentação, Hsieh falou do sucesso de seu atendimento ao cliente como fator chave para a empresa.

O CEO resumiu sua apresentação em três pontos, segundo Mauro Segura, no blog A Quinta Onda. Reproduzirei aqui:

1)  Tony disse que tirou todo o dinheiro da publicidade e investiu tudo em customer service, ou seja, resolveu investir TUDO no relacionamento com os clientes. Ele quer contato total. Disse que em todas as páginas do site da Zappos existe o 0800 disponível para atendimento aos clientes. Surpreendentemente, Tony acredita que o telefone ainda é um canal de comunicação forte e importante, apesar de todos os canais virtuais que o Zappos disponibiliza. O resumo de tudo é: ele acredita que a melhor publicidade é o “word of mouth”. Esse é um dos segredos do sucesso da Zappos.

Apesar de discordar do quesito telefone, acredito que lição de investir no atendimento seja muito sabida, pois fideliza o cliente e promove naturalmente o boca-a-boca, um dos pilares de sucesso de qualquer marca, produto ou organização.

2) Ele tem uma opinião dura sobre best practices. Tony disse que aplicar best practices é ser mediano. É não ser inovador. É seguir a onda dos outros. Correr atrás de best practices é roubar tempo que a empresa poderia estar falando mais com os clientes, saber o que eles querem. Enfim, ele é contra esse negócio de best practices.

Não podemos ser tão radicais a ponto de não olharmos para o que de bom tem sido feito e nem tão cego para acharmos que apenas a grama do vizinho é mais verde!

3) Tony disse que ficar se preocupando e olhando o que a concorrência faz é besteira. É mais uma vez gastar energia que poderia estar concentrada em entender mais o que os clientes querem. Ele disse que olhar os concorrentes faz a empresa se preocupar em confrontá-los, o que tira o foco nos clientes. Ou seja, instiga a empresa a seguir os passos da concorrência em vez de ser inovadora.

Vale a mesma visão acima citada. Não podemos nem fechar os olhos, nem concentrarmos forças e energias apenas nisso, certo?

Fora isso, vale a pena conferir a apresentação que ele fez no evento: http://www.slideshare.net/zappos/zappos-digital-age-20-brazil-82609.

Estratégia ou vazamento?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Vários blogs e sites* noticiaram que a Apple Brasil pretenderia lançar a sua loja virtual. Até aí, nada de mais. O fato é que a notícia vazou.

Aí, nos perguntamos: foi estratégia da marca para criar reboliço sobre uma suposta loja online ou realmente houve vazamento de informações nas redes sociais?

Dois internautas, Breno Mais e Eduardo Bradini, tiveram acesso aos termos e condições da loja e à compra na suposta loja. No entanto, as compras efetuadas não foram concluídas. Houve estorno no cartão de um e, no do outro, nem houve a cobrança.

A empresa, por sua vez, não confirma a abertura, ou melhor, a inauguração da loja online.

Na verdade não há nada de novo aqui, apenas a complementação do esforço da companhia no varejo nacional, como diz o artigo do IDGNow, escrito por Guilherme Felitti. O mais interessante é a estratégia em si que a Apple desenvolve desde sempre: controle absoluto dos canais de distribuição de seus produtos com integração vertical completa. Essa integração vai desde a produção de hardware e software integrados (e completamente fechados) e evoluiu para ambientes próprios de venda on e off-line. No início acreditava-se que essa estratégia era de nicho, mas com o sucesso da dupla iPod/iTunes (complementado pelo iPhone), não resta dúvida que a empresa vê muitas oportunidades no consumo de massa.

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Ainda em testes, loja virtual da Apple para brasileiros vaza na internet (Fonte IDGNow)

*MacMagazine – http://macmagazine.uol.com.br/2009/08/04/sistema-de-compra-da-apple-store-online-ja-funciona-no-brasil-sera-que-os-produtos-chegarao-d/.

*Adrenaline – http://www.adrenaline.com.br/tecnologia/noticias/2374/vem-ai-a-apple-store-brasil-ja-fizemos-uma-compra.html.

*Macnews – http://www.macnews.com.br/noticias/item/2009/08/apple-store-online-oficial-no-brasil.

O que podemos aprender com os pequenos empreendedores

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Li um post no blog do Seth Godin sobre as lições que podemos extrair dos pequenos negócios e acredito que sejam inspirações para os negócios.

Vou reproduzi-las aqui:

1. Vá onde estão seus clientes. Como exemplo, ele cita um pequeno negócios de sucos que se posiciona estrategicamente ao lado de um trailer de almoço orgânico. Sinergicamente, ambos se beneficiam da parceria.

2. Seja micro-focado e o mecanismo de busca te encontrará. Seja específico, gere conteúdo segmentado e encontre o seu nicho. É a lógica da cauda longa, que já discutimos aqui antes.

3. Dure mais que seus concorrentes. Neste tópico, ele cita uma rua em Los Angeles que tinha 10 locais para se comer e com o tempo, duraram uns seis ou sete e estes, por terem sobrevivido, se deram bem e aumentaram a participação.

4. Alavanque ideias, preço e força de mercado se não puder ganhar escala. Faça do seu negócio algo de valor. E aí, voltamos para a questão da cauda longa novamente. Especialize-se. Atenda um nicho específico.

5. Responda. E esta, aponta Godin, é a maior vantagem sobre os grandes empreendedores. Os donos podem ligar diretamente para seus clientes, responder seus e-mails e, consequentemente, aos seus anseios também.

Além das cinco dicas, o post me fez pensar nos milhares de pequenos empreendedores que vendem pela plataforma do MercadoLivre. Sem querer fazer jabá, as recomendações dele têm tudo a ver com o ambiente do MELI. J

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Lessons for very tiny businesses (Fonte Seth Godin Blog)

Cresce venda de eletrodomésticos pela rede

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dados divulgados pela e-bit apontam que pedidos de eletrodomésticos subiram de 217 mil, em março, para 236 mil, em junho, sendo o segmento que mais vendeu online no período, com 13% do volume total transacionado no comércio eletrônico brasileiro. No MercadoLivre, por exemplo, a categoria de eletrodomésticos cresceu mais de 18% no período de março a junho, mostrando que o segmento realmente se vê impulsionado com incentivos.

O motivo deste crescimento é a redução do IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados, que ocasionou perdas de até 20% nos preços de alguns eletrodomésticos.

Outra categoria que ganhou posições no período de março a junho foi a de Eletrônicos. Livros e Assinaturas de Revistas se mantem na primeira posição.

A equação é simples: basta que o Governo baixe impostos que as vendas aumentam. Com modelos matemáticos bem feitos, é possível calcular quanto as vendas aumentam para compensar o quanto “se abre mão” com o imposto em um primeiro momento.

Outro ponto que vale destacar é que a rede se torna cada vez mais uma opção de vendas para as organizações e uma opção cômoda para os usuários, por isso, o aumento dos índices.

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Vendas de eletrodomésticos na internet crescem 9% de março a junho (Fonte IDGNow)

Mais da metade dos internautas brasileiros consultam web antes de comprar

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Antes de comprar, 60% dos brasileiros acessam o site da loja e 58% consideram opiniões de internautas na web (ante a 48% desde dezembro de 2008). É o que aponta a pesquisa F/Radar, feita pela F/Nazca com apoio do Datafolha.

Os números acima nos mostram não só a importância de um bom site institucional, como também a necessidade e a relevância de termos uma boa imagem junto aos internautas e e-consumidores a fim de que a nossa reputação – terceirizada – tenha impacto positivo.

Vale ressaltar que é exatamente essa a lógica dos sites de comércio eletrônico, como o MercadoLivre, os consumidores travam negociações entre si, emitem opiniões, recomendam ou não vendedores, falam sobre produtos, se expressam, sem a interferência das marcas ou da imprensa, por exemplo.

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Antes de comprar em loja física, 15% dos brasileiros consultam a web (Fonte IDGNow)

Brasileiro é o que menos pesquisa antes de comprar

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pesquisa conduzida pela Intel em 12 países mostra que 64% dos entrevistados brasileiros fazem algum tipo de busca antes de comprar um novo produto. Mercados considerados mais maduros no uso da web possuem índices que variam de 70 a 80%.

Dos 45% que usam mídias sociais, 18% procuram blogs e 17% sites de redes sociais para obter informações de produtos.

A pesquisa verificou também que em 2008 a motivação que levava o consumidor a trocar de computador eram promoções em lojas e a quebra do equipamento. Em 2009, a obsolescência do software e o desejo de ter um equipamento novo foram as principais razões apontadas. Promoção ficou em terceiro lugar.

Os consumidores mais comuns levam cerca de seis dias para se decidir pela compra de um equipamento, enquanto os heavy users, levam 21.

É para oferecer informações mais apuradas aos que buscam por elas, que nós do MercadoLivre, oferecemos as guias de compra, em sua maioria, produzidas pelo próprio usuário: http://guia.mercadolivre.com.br/.

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Brasileiros não pesquisam para comprar PCs (Fonte AdNews)

Outra estratégia para o twitter

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A idéia do Twitter da Zappos, varejista de sapatos norte-americana, é reunir os tweets e fotos dos mais de 430 funcionários, além de citações públicas sobre a marca. E isso inclui o twitter do CEO, Tony Hsieh – http://twitter.com/zappos, com mais de 776 mil seguidores.

A organização quer como objetivo buscar formas que possibilitem a construção de relacionamentos pessoais com funcionários e clientes.

Cada um gerencia suas próprias contas para contribuir com o Twitter corporativo.

Segundo o Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Zappos, Aaron Magness: “Nós não usamos o Twitter para fazer marketing. Nós o usamos para nos comunicar com clientes e empregados, não para vender para eles. Nós queremos criar relacionamentos e conexões pessoais”.

Embora o uso não seja com fins mercadológicos, não se pode negar que a presença constante e planejada nas redes sociais seja um bom suporte às vendas, não é mesmo?

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Entrevista: Zappos investe em relacionamentos pessoais pelo Twitter

Venda de apartamento pelo Twitter

terça-feira, 16 de junho de 2009

A construtora Tecnisa anunciou no Twitter que havia vendido o seu primeiro imóvel pelo microblog: http://twitter.com/Tecnisa/status/1950370775.

E a iniciativa não parava por aí: além da venda concretizada, a construtora ainda oferecia uma promoção exclusiva aos usuários de redes sociais.

Mais do que a questão simbólica da venda ter sido “feita pelo twitter”, o que importa é marcar presença nas redes sociais.

Muitas pessoas demonstraram extrema surpresa com a ação, mas o que devemos entender é que passamos cada vez mais tempo online e usando essas ferramentas – é natural que sirvam como ponte para todo tipo de atividade inclusive as comerciais.

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As empresas tem obrigação de estar nas redes sociais? (Fonte MLOG)


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