.  Stelleo Tolda

Stelleo Tolda
Stelleo Tolda Presidente do Mercado Livre

Presidente do MercadoLivre.com, responde pela gestão de mais de 300 funcionários nas principais áreas da empresa. É Bacharel e Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade de Stanford e MBA pela Graduate School of Business da Universidade de Stanford. Também é autor do MLOG.

Posts com a Tag ‘internet’

Um marco para a internet brasileira

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Brasil demonstra maturidade ao lançar a consulta pública pela internet, com o objetivo de elaborar uma legislação que dará início ao marco civil referente aos direitos e deveres na web. São três eixos de discussão: os direitos individuais e coletivos, a responsabilidade dos atores e as diretrizes governamentais.

Abrir para o debate é certamente uma forma democrática, bem ao estilo do mundo web, de permitir a participação da sociedade na construção do projeto de lei. Uma questão crucial é criar um regime de responsabilidade compatível com a dinâmica do mundo digital, onde predomina um ambiente de colaboração.

Precisa ser estabelecido, por exemplo, qual o regime a ser aplicado sobre as empresas que prestam serviços de acesso ou atuam na rede. A falta de normas que regulamentem o setor gera dúvidas e controvérsias sobre quais são os direitos e deveres das empresas e dos internautas. Além de deixar as autoridades sem diretrizes para atuação.

A definição de regras claras é essencial para o desenvolvimento consistente da internet brasileira e a discussão é muito bem-vinda. Vale aqui ressaltar que os Estados Unidos e países da Europa já discutiram o tema e há um consenso sobre alguns aspectos, como os relativos à privacidade, guarda de logs de acesso e limite de responsabilidade.

O texto-base no Brasil foi elaborado pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas/RJ. Está disponível o site www.culturadigital.br/marcocivil e a sociedade poderá acompanhar as discussões também pelo Twitter no www.twitter.com/marcocivil.

O que se espera, ao final, é que as discussões levem a um projeto de lei coerente com as características do ambiente web, com bom senso e oportunidades para todos.

Não se criminaliza o uso, mas sim a distribuição!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Assembleia Nacional da França aprovou uma lei que criminaliza o compartilhamento de arquivos e corta o acesso à internet para quem for pego baixando conteúdo protegido por direitos autorais.

Ainda há chance de veto, uma vez que o projeto de lei agora vai para a assinatura do presidente Nicolas Sarkozy.

A lei se chama Hadopi e ganhou este nome por ser a abreviação do nome do novo órgão (High Authority for the Distribution of Works and the Protection of Rights on the Internet), criado para fiscalizar a aplicação da lei.

Funcionará da seguinte forma: ao detectar a violação da lei, o órgão manda o primeiro aviso por e-mail. Em caso de reincidência, o segundo comunicado é enviado por correio. Caso haja reincidência de conteúdos ilegalmente pela terceira vez, a lei prevê a aplicação de penas, como multa, prisão e o corte do acesso online.

O que me preocupa neste texto é que não adianta criminalizar o uso, mas sim, a distribuição. A disseminação do conteúdo é que é preocupante.

Vamos acompanhando.

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França aprova lei que prevê corte da conexão de quem baixa conteúdo online (Fonte IDGNOw)

A mídia é gratuita, mas a atenção, não!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Seth Godin em seu blog denuncia: finalmente, os publicitários estão descobrindo que o Youtube + a imaginação resultam em algo denominado mídia grátis ou mídia espontânea (viral).

É numa frase sábia e que resume toda a lógica dos tempos modernos, ele afirma: a mídia é gratuita, mas a atenção não. Os comunicadores tem que pensar que são modelos/formatos diferentes para cada tipo de audiência.

Ser criativo e investir em pequenas ações de mídia online, como compra de termos, vídeos dos mais diversos formatos, relevância são palavras de ordem para se tornar viral.

O mundo de internet é o inverso do mundo da TV. Na TV, a mídia é cara, mas a atenção é “quase” de graça (talvez o melhor exemplo disso seja o BBB da Globo). Na internet, a mídia é “quase” de graça, mas a atenção está a um clique de distância. Além disso, as regras da TV são subvertidas de outras formas, como no exemplo do comercial de internet que deixa de estar debaixo do controle de quem o produziu. Só uma regra é que não deixa de valer, seja qual for a mídia: o que for bem feito, terá repercussão.

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Making commercials for the web (Fonte Blog Seth Godin)

Perda de memória

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Lendo o blog A Quinta Onda, do Mauro Segura, ele comenta sobre a vulnerabilidade das organizações em termos de memória institucional em cenários de crise e recessão. E ele apóia a argumentação no estudo “The New Economic Environment”, publicado em dezembro de 2008.

Por memória institucional, Segura entende que seja “todo conhecimento gerado pela empresa, ou seja, inclui o que está registrado na documentação formal existente dentro da companhia, mas também considera aquele conhecimento que aparece nas inúmeras interações diárias que os funcionários têm em seu dia a dia, quase sempre de maneira informal e repletas de cultura corporativa”.

Em períodos de recessão, as organizações enfrentam períodos de turbulência uma vez que nos programas de demissão voluntária, quem vai embora são, via de regra, os mais velhos (leia-se aí a memória de boa parte da empresa); nos programas de corte, as redes sociais informais são interrompidas e mais uma vez, lá se vai a memória; em momentos ruins, as relações internas se fragilizam e há impacto negativo entre funcionários, o que também prejudica a questão do compartilhamento de conhecimento.

E como forma de minimizar tais impactos negativos na memória institucional, Segura sugere a gravação de podcasts, de vídeos pela internet, desenvolvimento de blogs, wikis e redes sociais; a criação de comunidades em torno de temas importantes; job rotations, mentorings, entre outros.

Nos novos tempos com tanto acesso a meios de colaboração e com espaço para armazenamento cada vez mais barato, as organizações deveriam estar mais bem equipadas para não perder memória institucional.

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As empresas perdem memória institucional nas crises (Fonte A Quinta Onda)

Acesso à web pela rede elétrica

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Já é possível, ainda que em caráter de teste (no bairro de Moema, em São Paulo/SP), acessar a web por meio de um modem que é ligado em qualquer tomada da casa.

Com o acesso plugado em uma tomada comum, o acesso à internet com certeza se expandiria e se popularizaria ainda mais, em função da grande capilaridade das redes de distribuição de energia elétrica no Brasil.

Não é preciso quebrar paredes, nem nada disso, apenas um equipamento que une o sinal da fibra óptica à rede elétrica deve ser colocado nos postes de rua ou diretamente nos medidores (popularmente conhecidos como “relógios”) dos prédios. Segundo a Folha Online, o sistema é mais adequado para edifícios, em que a conexão é dividida para vários clientes. Infelizmente, a mesma infra para uma residência sairia muito caro.

Problemas como a ligação de um aparelho doméstico junto com o modem plugado na tomada ainda fazem com que a conexão saia prejudicada, o que obrigaria a utilização de “filtros de linha” para minimizar tais percalços.

E vamos torcer para que tenhamos diversas opções de acesso à web. O preço para todos cai, as pessoas dispõem sempre de opções e a disseminação do acesso seria cada vez mais recorrente e constante.

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Anatel regulamenta critérios técnicos para banda larga via rede elétrica (Fonte Folha Online)

A internet incomoda muita gente

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estava lendo sobre o caso do fisioterapeuta que por falar mal do seu conselho regional será processado e chego a algumas conclusões.

Mas, antes vamos ao caso: o fisioterapeuta pode ser suspenso do Conselho Regional de Fisioterapeutas de Minas Gerais (Crefito) pela criação e gestão da comunidade “Meu CREFITO não serve p. nada!”, datada de 19/01/2006. O usuário afirma que o seu registro no conselho não serve para nada pois critica o atendimento dado pelo conselho.

As conclusões a que podemos chegar analisando, de longe, o caso: lidar com reclamações na internet não é para qualquer estômago…

Aliás, a grande maioria não agüenta a pressão e reage de forma a potencializar a situação. Nesse caso, acredito que o Conselho Regional vai sair chamuscado por não ter condições de lidar com as críticas.

Autoritarismo não é novidade em nossas terras. Ao dar voz a quem quer se expressar, a internet tende a incomodar cada vez mais aos autoritários.

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Fisioterapeuta pode ter registro suspenso por criticar conselho no Orkut (Fonte IDGNow)

De novo…classe C desponta no mundo da tecnologia

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Pesquisa realizada pela CO.R Inovação detectou que a classe C lida melhor com tecnologia do que os demais grupos, principalmente em relação a celulares, iphones, Smartphones, câmeras digitais e PCs. Na pesquisa, indicou-se que que as classes A e B utilizam celulares apenas para fazer e receber ligações, enquanto a classe C baixa músicas, tira fotos e troca arquivos.

Em resumo, a classe C aproveita mais as funcionalidades dos aparelhos e os recursos disponíveis, o que a classifica, para Mari Zampol, coordenadora da pesquisa, como “farejadores”. Isso sem contar que o acesso à tecnologia também trouxe mudanças comportamentais e mexeu diretamente na auto-estima dessa classe.

A pesquisa analisou 500 pessoas das classes B e C, entre homens e mulheres de 18 a 45 anos, com profissões e escolaridades diversas, com renda familiar até R$ 1.800,00.

Já falamos no passado (aqui) sobre a informatização e o maior acesso à internet pelas classes C e D e também das portas de entrada para eles na rede. Vê-se agora, que o comportamento deles se sofistica evolutivamente.

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Classe C é a que melhor utiliza tecnologia (Fonte MaxPress)

Do que eles gostam (Fonte MLOG)

Publique sua rota e divida o táxi com alguém

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Essa é a proposta do site CabEasy (Táxi Fácil, numa tradução literal) que permite ao internauta postar a rota que fará - de táxi naquele mesmo dia – a fim encontrar outras pessoas com caminhos semelhantes. Resultado: economia de dinheiro e menor impacto para o meio ambiente.

Vantagens: com certeza a economia. Desvantagens: programar-se com antecedência é complicado e baixa adesão.

A idéia, no entanto, é curiosa, mas faz sentido principalmente quando desenvolvido para um formato de acesso móvel. Creio que esse pode ser um impulso importante para uma idéia como essa.

Veja mais na web:

Internet tem serviço para rachar táxi (Fonte Info Online)

A lógica da comunicação permanece, mudam os canais

domingo, 16 de novembro de 2008

Mais do que uma máxima futurista ou um “achismo”, estamos falando da comunicação na internet que alterou e inverteu os paradigmas da comunicação das organizações com os seus públicos.

Acostumadas ao modelo top down, ou seja, a empresa comunica, os clientes ouvem, as organizações ainda lutam na areia movediça que se tornou a internet para quem pensa de forma tradicional. Quanto mais se tenta resgatar a comunicação tradicional na web, mais se afundam na lama.

Um texto da revista Bites “A fonte secou” trata desta questão e alerta para a necessidade das empresas e de suas assessorias de comunicação de se reinventarem. Estamos na era da participação, do consumidor consciente e ativo, do palanque virtual.

A discussão em torno de um novo olhar da comunicação das organizações fica então absolutamente pertinente.

O texto da Bites afirma: a lógica da comunicação fica, mudam os canais. Eu diria que nem a lógica da comunicação permanece. A lógica da comunicação está invertida, misturada, compartilhada. Os grupos de mídia e as organizações perderam a primazia e a centralidade do discurso. Compartilham isso com os seus consumidores.

O debate está apenas começando…e você, o que pensa?


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