.  Stelleo Tolda

Stelleo Tolda
Stelleo Tolda Presidente do Mercado Livre

Presidente do MercadoLivre.com, responde pela gestão de mais de 300 funcionários nas principais áreas da empresa. É Bacharel e Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade de Stanford e MBA pela Graduate School of Business da Universidade de Stanford. Também é autor do MLOG.

Posts com a Tag ‘Redes Sociais’

WEB livre e responsável

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A liberdade de expressão é um direito do indivíduo nos regimes democráticos. Na internet, a orientação deve ser a mesma. No entanto, a discussão é se a web oferece condições tais que necessitem de tutela e/ou regulamentação.

Por exemplo, de repente você descobre que existe outra pessoa se passando por você, respondendo por você, conversando por você. Você se torna o personagem principal de uma história criada por outro, sem sua permissão ou participação.

Não é novidade que identidades falsas podem ser criadas no mundo off line. No ambiente virtual também há o risco de usuários agirem de má fé, sem considerar valores e princípios. Todos conhecem histórias de celebridades e mesmo de pessoas comuns vítimas de perfis falsos e ações indevidas. Recentemente, Rubens Barrichello venceu em 1ª instância o direito de serem removidos da rede social perfis falsos e comunidades ofensivas ao piloto.

A orientação sobre o que fazer, tanto para usuários quanto para empresas atuantes na web, está em discussão no Marco Civil da Internet. É importante a elaboração de uma lei transparente e eficaz. A discussão deve envolver questões como apropriação indevida de identidade, de marcas, de direitos autorais e quais as responsabilidades de cada um, internauta, empresas e autoridades.

A seriedade da discussão vai além do “tirar ou não” o conteúdo do ar. Compreende a pertinência, ou não, de exercer um controle preventivo ou monitoramento sobre o conteúdo das páginas. Isso pode ser uma afronta à democracia e trazer à tona discussões sobre censura prévia.

Lembremos que os ambientes web não são responsáveis pelo conteúdo produzido pelos seus usuários, respeitando assim a liberdade de expressão, o direito à comunicação e o direito à informação. Mas devem ser observados princípios de ética e integridade para que a internet seja um ambiente saudável para todos.

Leia mais na web:

Marco Civil da Internet – Liberdade de Expressão na Internet

Redes sociais atraem publicidade, mas é preciso falar do assunto com moderação

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Que as verbas publicitárias vem se dividindo entre a mídias tradicional e as mídias digitais, já sabemos. Muito do que se discute também é que redes sociais suportam ou não tais investimentos.

Muitos blogueiros também vem atraindo investimentos: seja sob a forma de posts pagos, sejam outras formas mais tradicionais como banners, palavras-chave, etc.

Uma rede de blogs dos Estados Unidos chamada Sugar Inc. viu sua receita publicitária crescer 20% somente neste primeiro semestre de 2009. Outra rede, a Gawker Media, divulgou aumento de 45% de sua receita publicitária no mesmo período. O nosso exemplo nacional de maior expressão é a rede Interney.net.

Enquanto a mídia social cresce, algumas mídias tradicionais assistem a quedas significativas em suas receitas publicitárias.

Porém, embora os números das redes sociais surpreendam, é bom temperar com um toque de realidade. São poucos os blogs que têm audiência que justificam para um anunciante que busca impacto maior. Mas não resta dúvida que na internet haverá cada vez menos concentração de investimento em alguns poucos sites devido à natureza descentralizada do meio.

Veja mais na web

Redes de blogs atraem cada vez mais verbas publicitárias (Fonte Os Números da Internet/AdNews)

Se não estão no twitter, onde estão?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Notícia do site AdNews divulgou um estudo da Nielsen com 250 mil jovens americanos mostrando que eles não usam o twitter.

Embora o twitter cresça a taxas altíssimas, não são os jovens que engordam essa conta. Nos Estados Unidos, durante o mês de junho, a população internauta com menos de 25 anos representou somente 16% do total da base de usuários da ferramenta de microblog. Acredita-se que a realidade americana seja próxima da nossa brasileira.

Mas, aí, nos perguntamos: onde então estão os mais jovens na web? Em primeiro lugar, nos comunicadores instantâneos e no celular, mas não podemos descartar também os sites de relacionamento.

Será?

Mais sobre a alteração no mundo dos negócios depois das redes sociais

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Lendo o artigo do Marcelo Coutinho, no IDGNow, sobre o Facebook e a passagem de Zuckerberg pelo Brasil, cheguei a duas ideias sobre as redes sociais:

1) O uso das redes sociais como mídia para publicidade segmentada; e

2) A funcionalidade de marketplace integrada às redes sociais (algo que ainda está muito em aberto pois ninguém tem feito isto muito bem).

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, esteve no Brasil, e destacou quatro itens importantes para o sucesso das redes sociais. Obviamente, os quatro tópicos têm implicações na maneira como estávamos acostumados a nos relacionar com os nossos clientes.

O primeiro diz que devemos criar serviços que empoderem as pessoas para criar, controlar e compartilhar informações. A segunda consideração é que as pessoas farão circular cada vez mais o conteúdo e estarão cada vez mais no controle do que é exposto. O terceiro ponto é a integração: transforme o seu negócio em um ecossistema.

Aqui faço um parênteses para comentar sobre dois negócios que têm ecossistemas girando em torno de si: o Twitter e o MercadoLivre. Acompanhamos diariamente uma nova ferramenta que analisa algum aspecto do microblog. No caso do MercadoLivre, no programa de afiliados MercadoSócios, por exemplo, temos diversos usuários que criam códigos que os permitem monetizarem as suas iniciativas web.

O último ponto mencionado por Zuckerberg diz respeito ao modelo de negócios de integração do comércio eletrônico com as redes sociais. E esse modelo permite oferecer relevância ao usuário. Neste caso, nada seria invasivo, mas de interesse para o consumidor final.

Tais pontos alteram completamente a forma como fazemos negócios hoje e como fazíamos tempos atrás. A reputação e a identidade das organizações está cada vez mais terceirizada nas mãos dos usuários.

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O Facebook e as pamonhas de Piracicaba (Fonte IDGNow)

Privacidade: dois pesos e duas medidas

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Todos quando questionados afirmam que a privacidade é importante, mas na hora de avaliarem o que é divulgado em sites de relacionamento, não medem esforços para publicarem fotos, encontros, preferências…

Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que o “efeito manada” é o principal estímulo para que as pessoas publiquem informações sobre si próprias na rede. Quanto mais gente adere, mais outras se sentem à vontade para inserir informações pessoais na rede.

Os rastros digitais que deixamos na rede servem tanto para quem tem intenções de oferecer negócios customizados ou adaptáveis ao nosso perfil, quanto para aqueles que buscam informações para usos indevidos.

E como apontamos no post anterior, os padrões de privacidade e sigilo mudaram muito com a internet, mas nós é que temos que ficar atentos ao que dispomos na rede. Afinal, está praticamente em uma praça pública essa quantidade imensa de informações.

Veja mais na web

Como as redes sociais online estão redefinindo a privacidade e o sigilo pessoais (Fonte Universia/Wharton)

Redes sociais a favor da imagem

quarta-feira, 1 de julho de 2009
Há quem contrate pelas redes sociais, verificando um usuário com perfil adequado para a vaga. Há quem investigue pelas redes sociais a quantas anda a vida de determinado candidato. Há, por fim, quem utilize as redes sociais para trabalhar a sua imagem, seja ela corporativa ou pessoal.

Empresas de recrutamento online como Catho, MonsterBrasil.com e Curriculum.com têm utilizado as redes sociais como forma de divulgação: disseminação de novidades, notícias, dicas, entre outros.

Perfis nas principais redes como Twitter, Facebook, Orkut, canais no Youtube e até blogs são instrumentos de conteúdo para essas empresas. É onde elas têm chance de se posicionar como fontes de referência nos setores em que atuam.

A questão da presença (ou podemos dizer onipresença?) nas redes sociais deixou de ser um complemento para ser uma necessidade.

Por outro lado, há sites especializados nas questões curriculares: o LinkedIn e o próprio Monster são exemplos. Manter perfis atualizados, com recomendações de colegas ou ex-companheiros de trabalho pode ser uma boa oportunidade para quem busca um emprego.

Para as empresas que buscam candidatos, consultar o LinkedIn pode ser mais útil que Orkut para o propósito de obter referências, por exemplo.

Vale a pena reler o post em que discutimos a questão da busca de emprego pelas redes sociais.

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Sites de recrutamento utilizam mídias sociais para divulgar imagem (Fonte O Globo Online)

Busca de emprego pelas redes sociais (Fonte MLOG)

Mulheres americanas preferem blogs a redes sociais

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um estudo chamado The 2009 Women in Social Media Study, realizado pelo iVillage, Compass Partners e BlogHer, detectou que 64% das mulheres americanas tendem a usar mais os blogs do que as redes sociais como fonte de informação.

A pesquisa ainda foi mais a fundo e quantificou as finalidades de uso dos blogs por essas mulheres: 43% usam blogs para recomendações e orientações e 55% para troca de opiniões.

Dados do estudo ainda apontaram que das 42 milhões de mulheres envolvidas semanalmente com mídia social, 55% participam de atividades em blogs, 75% usam redes sociais como Facebook e MySpace e 20% usam o Twitter.

Para o comércio eletrônico e seu sistema de recomendação e influência (por meio de resenhas, opiniões, expressão de experiências), ainda há mais dados interessantes: 45% das usuárias que participaram do estudo indicaram ter comprado um produto depois de ler sobre ele num blog.

Essa pesquisa nos evidencia que é preciso cada vez mais estudos verticais sobre os públicos aos quais queremos ter acesso. As mulheres preferem os blogs, mas e os adolescentes? E os homens de determinada faixa etária? Apenas entendendo a fundo o comportamento é que conseguiremos oferecer formas de contato e comunicação customizadas e conectadas com as necessidades de cada um.

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E as mulheres online usam blogs para informação e troca de opinião (Fonte BlueBus)

Um balanço sobre a estratégia de Obama na campanha presidencial

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ben Self, co-fundador da Blue State Digital, agência que se ocupou da campanha presidencial de Barack Obama esteve em São Paulo falando sobre a estratégia de sucesso que os levaram à Casa Branca.

Self, após um balanço sobre a campanha, concluiu que a ferramenta mais importante na estratégia traçada foi o e-mail. A campanha contou com a rede social My.Barack.Obama, com vídeos no YouTube, doações pela internet e a compra de termos considerados prejudiciais a Obama em links patrocinados.

Uma das vezes em que se viu a eficácia do e-mail foi um episódio em que a candidata Sarah Palin criticou as comunidades online. No mesmo dia, a agência disparou para mais de 68 milhões de eleitores um e-mail explorando as críticas de Palin. Indignados com a candidata, a campanha de Obama arrecadou muito na ocasião.

O motivo do sucesso, obviamente, contou com um mix entre ações online e presenciais, sempre em tom pessoal.

Uma pena que aqui no Brasil, o nosso Superior Tribunal proíba manifestações dos candidatos web afora: http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2008/08/27/sera-possivel-que-vao-controlar-todas-as-manifestacoes-espontaneas-das-pessoas-na-internet/.

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Web 2.0? Ferramenta mais importante na campanha online de Obama foi e-mail (Fonte Idéia 2.0)

Será possível que vão controlar todas as manifestações espontâneas das pessoas na internet? (Fonte MLOG)

Redes sociais na pauta do governo de MG

terça-feira, 2 de junho de 2009

Aécio Neves, provável candidato às eleições presidenciais, vai receber, no dia 01/06, 50 blogueiros no Palácio da Liberdade, na sede do governo de Minas Gerais para discutir questões referentes à educação e parcerias.

Com a comunicação cada vez mais pulverizada, todos observaram que as redes sociais online podem ser um importante aliado na construção de relacionamentos com pessoas comuns. E os políticos não podem prescindir de atingir aos seus eleitores.

Segundo dados da revista Bites, no Brasil, cerca de 25% dos eleitores tem acesso à web e como assistimos na campanha de Barack Obama – utilizando tais mídias sociais – o poder de viralização e de difusão das informações em prol de votos é algo significativo e considerável.

Além disso, com a aproximação com os formadores de opinião online, Aécio Neves terá a oportunidade de se associar à inovação e à transparência.

Vamos acompanhando o que falarão os blogueiros sobre o encontro…

Veja mais na web

Aécio 2.0 (Fonte Revista Bites)

As eleições norte-americanas e as novas tecnologias (Fonte MLOG)

Telhado de vidro

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Que a internet é um meio de expressão de gregos e troianos, isso já sabemos. O grande desafio, agora, é lidar com as manifestações geradas pelo consumidor que se tornam populares na web e prejudicam a reputação das organizações.

Monitoramento, acompanhamento, relacionamento com formadores de opinião online tem sido atos recorrentes de algumas das maiores companhias de mundo a fim de aferir a percepção que as pessoas tem a respeito de suas marcas, produtos, serviços e ideias.

Uma matéria no site Ideia 2.0 elegeu os cinco virais que mais prejudicaram as empresas nos últimos tempos.

O primeiro diz respeito a um caso da rede Domino´s em que funcionários se vingavam de clientes com cenas nada fidelizadoras.

O vídeo acarretou uma reação do presidente da empresa que se desculpou publicamente no YouTube.

Os demais casos são todas experiências que os usuários tiveram com as empresas e que acabaram por dispará-las na rede, fazendo com que a credibilidade das organizações fosse posta em xeque.

O fato é: como lidar com isso? Pois, qualquer empresa está sujeita às intempéries de um funcionário ou um cliente descontente. Acredito que traçar diagnóstico da marca e acompanhar o buzz online sejam os primeiros passos. Um bom plano de gestão de crises também ajuda bastante.

Atualmente, todos temos telhados de vidro, não é mesmo?

Veja mais na web

Conheça os 5 virais que mais prejudicaram a reputação de empresas (Fonte Ideia 2.0)

Mau uso das redes sociais (Fonte MLOG)

Pilares da participação organizacional nas redes sociais (Fonte MLOG)


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